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Cozinha comunitária da vila Pantanal retoma atendimento ao povo

Espaço completa três anos de organização e envolvimento popular


por Pedro Carrano


Começa bem cedo a lida de trabalhadoras como Marlene, Iara, Carla, Nega, Pedrina. São moradoras que ajudaram a construir a conhecida Vila Pantanal, no Alto Boqueirão - e fazem parte da história da associação de moradores local.


Cerca de 300 refeições são servidas na associação de moradores da Vila Pantanal. Foto: Pedro Carrano
Cerca de 300 refeições são servidas na associação de moradores da Vila Pantanal. Foto: Pedro Carrano

Hoje, a Pantanal conta com equipamentos públicos, é uma vila, quase uma pequena cidade, embora ainda tenha muitos problemas quando o assunto é enchentes, regularização fundiária, violência e carência de alimentos.


Nesse contexto, a cozinha comunitária se construiu como referência social e organizativa. Às segundas, quartas e sextas, cerca de 300 refeições são servidas na associação de moradores da Vila Pantanal, comunidade histórica no Alto Boqueirão, onde vivem.


A cozinha conta com apoio dos Redentoristas, da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), acessa o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo Lula, que financia a produção e entrega de verduras e outros itens, junto a uma cooperativa do MST. O espaço conta ainda com o apoio do Sindipetro PR SC na aquisição de gás.


“A cozinha é a única fonte de algumas pessoas, aguardando a retomada, caso dos catadores. Junto com Fort e Redentoristas, tivemos uma pausa pra reorganizar e voltamos com tudo. Quem quiser conhecer e apoiar, estamos aqui”, afirma a presidente da associação, Elessandra Barbosa, a “Nega”.


A cozinha também se insere no debate e na convocatória às lutas do Dia 8 de Março, dia Internacional da Mulher, e do ato em Curitiba. “Contra a violência, pelas vagas nas creches, que tenha uma política pública que possa proteger as mulheres. É nossa obrigação apoiar o 8 de Março. Será um ato muito bonito e para que isso não aconteça com a gente e com as nossas", afirma Nega.


“Contra a violência, pelas vagas nas creches. Que tenha uma política pública que possa proteger as mulheres", afirma Nega. Foto: Pedro Carrano
“Contra a violência, pelas vagas nas creches. Que tenha uma política pública que possa proteger as mulheres", afirma Nega. Foto: Pedro Carrano

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