Mobilizações contam com apoio social ao fim da escala 6 por 1
- Pedro Carrano
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
Frentes de luta apontam que 71% dos brasileiros quer mudança na jornada de trabalho

Mobilizações acontecem em todo o país pelo fim da escala 6 por 1. No marco da jornada de trabalho de 44 horas, essa escala compromete o final de semana, o lazer e o tempo dos trabalhadores com a família.
Esse calendário é considerado um novo momento de mobilização nacional pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, tema que, desde 2025, foi assunto de Plebiscito Popular e, neste momento, enfrenta resistência do Congresso.
De acordo com as Centrais Sindicais, 70% dos congressistas são contra qualquer mudança.
No entanto, partidos, movimentos populares, sindicatos e frentes contam com o fato de que 71% da população é favorável à redução do tempo de trabalho.
Esse dia nacional de mobilização deve contar hoje, em todo o país, com panfletagem, ações territoriais, atividades de rua e diálogo com a população. A escalada de ações continua com a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, no dia 15 de abril, além de mobilização também para o Dia Primeiro de Maio.
Redução da jornada pode gerar empregos
Estudo do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT), da Unicamp, aponta que a redução da jornada poderia gerar até 4,5 milhões de empregos no Brasil.
Ao lado disso, de acordo com site da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), cerca de 21 milhões de trabalhadores atuam mais de 44 horas por semana, enquanto, apenas em 2024, foram registrados aproximadamente 500 mil afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho, muitas delas associadas ao excesso de jornada e ao estresse ocupacional.
“Precisamos transformar essa maioria social em mobilização de rua para pressionar os deputados e senadores, a exemplo do que fizemos em 2025, quando organizamos grandes mobilizações de rua que derrotaram a PEC da blindagem e pressionaram pela aprovação da isenção do IR e taxação dos mais ricos”, afirma material assinado pelas Frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular, ao lado das Centrais e do movimento Vida Além do Trabalho (VAT).




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