A China e a Rússia vão defender a Venezuela?
- Vigília Comunica

- 13 de jan.
- 2 min de leitura

Autor de mais de 20 livros, Marcelino fala sobre papel da China em relação à Venezuela
Por Pedro Carrano, da Vigília Comunica
Entre as muitas dúvidas a partir da invasão aérea do governo Trump contra a Venezuela e sequestro do presidente Maduro, está a pergunta sobre qual é o papel do bloco China e Rússia no conflito. E até que ponto esses países estariam dispostos ou não a defender a Venezuela?
De início, o curitibano
, autor de “A China se prepara para o declínio dos Estados Unidos” e “Reflexões sobre o Socialismo Chinês” (ambos pela Kotter editorial) descarta a possibilidade de um confronto direto entre as potências, embora aponta que essa tendência é possível a longo prazo e as potências estão se preparando para isso. No entanto, no momento, é possível a consolidação de influências territoriais.

“O que existe na prática é um mundo tripolar. Aonde cada esfera de influência vai decidir mais ou menos sobre sua região e a disputa vai se dar entre regiões. Então, EUA aceita que não vai ser uma polícia global”, aponta.
Nesse contexto, uma coisa é certa: o discurso liberal cai por terra, e o fortalecimento e disputa entre os Estados está na ordem do dia. A chamada e elogiada multipolaridade, para Marcelino, não virá de forma estável ou imediata, mas à custa de muitos conflitos, que podem inclusive atingir o Brasil.
“O principal alvo dos EUA é o Brasil e não outros países, porque o Brasil disputa a soja com os EUA em relação à China. O Brasil tem todos os minérios possíveis, tem população, tem mercado, tem os recursos minerais, tem água, tem as florestas. Numa guerra mundial, esses recursos se tornam essenciais. Os EUA perceberam que não estavam atacando a China diretamente. E perceberam que poderiam machucar a China, por meio de seus parceiros comerciais na região”, aponta.









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