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Primeiro livro de Eduardo Galeano foi sobre a guerrilha na Guatemala
Galeano percebeu de forma arguta que a ação contra o pequeno país não era exceção no pós-guerra
Pedro Carrano
16 de fev.3 min de leitura


A relação com o passado, com o ambiente e com as próprias questões
O romance minucioso de Daniel Galera reaviva a relação entre ser humano e animal Por Pedro Carrano Estamos diante de um trabalho cuja linha narrativa consegue agregar o conflito da herança e da memória patriarcal, que passa de avô, pai a filho, a partir de uma narrativa cotidiana e minuciosa. Como diz o prefácio do grande escritor argentino, Ricardo Piglia, em 400 páginas, relatadas em terceira pessoa, a narrativa faz da paisagem exterior um encaixe completo com as questões d

Vigília Comunica
9 de fev.2 min de leitura


Retorno ao ventre: canto, documento histórico e grito
Escrita afiada questiona até o idolatrado crítico literário Wilson Martins Por Pedro Carrano “Retorno ao ventre”, de Jr. Bellé, obra até aqui bastante premiada e elogiada pela crítica, faz jus à valorização, não por motivo de ordem formal, mas, pelo contrário, pelo impacto de uma poesia em tom de cântico, lamento e convocatória, sobre a resistência e história caigangue no interior do Paraná. Trata-se de um tom de cântico que, ao mesmo tempo, é narrativa e documentação históri

Vigília Comunica
24 de jan.2 min de leitura


A força da literatura da curitibana Giovana Madalosso
por Pedro Carrano, da Vigília Comunica A curitibana Giovana Madalosso é das principais romancistas brasileiras hoje. Nascida em Curitiba, em 1975, começou sua carreira como contista, tendo antes passado por redações publicitárias. Sua construção se desdobra para a ação, uma vez que foi agitadora também de movimento que já reuniu centenas de autoras em diferentes cidades brasileiras. Trabalhos seus como “Tudo pode ser roubado” (editora Todavia, 2018, 189 páginas), bem como pub

Vigília Comunica
18 de jan.2 min de leitura


“O desabamento” é o retrato de uma geração machucada e frustrada
O desabamento é um relato recente do autor francês Édouard Louis, nascido em Hallencourt, em 1992. Publicado em 2024, com 162 páginas, uma leitura fluente e, por que não, impactante. Os trabalhos de Louis têm tido boa difusão, no Brasil pela editora Todavia, e marcam pelo relato profundo das relações familiares (ou melhor, da corrosão das relações familiares), no ambiente do proletariado francês. O tom de relato confessional permite que realismo e eventual ficção se entrelace

Vigília Comunica
8 de jan.2 min de leitura


O inventivo texto de Roberto Prado
Seleção de poemas é um panorama de sua obra e também das características de uma geração por Pedro Carrano É irrecusável: a literatura, sobretudo a poesia de Paulo Leminski, deixou marcas perenes na literatura curitibana e brasileira. A síntese entre a linguagem curta, a propaganda, o hai kai zen japonês abrasileirado, a canção tropicalista, e a visão lúdica e brincante da linguagem, garantiram um verso com capacidade de diálogo com as massas. Esse contexto abriu portas pro tr

Vigília Comunica
17 de out. de 20251 min de leitura
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