O que comemorar nos 165 anos da Caixa?
- Vigília Comunica

- 16 de jan.
- 2 min de leitura

da Redação
O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região realizou um ato nesta segunda (12) nas sedes da Caixa Econômica Federal, marcando os 165 anos da instituição. Dirigentes conversaram com trabalhadores e população sobre a valorização do banco público, a defesa de seus empregados e os impactos de medidas recentes. Em Curitiba, a Vigília Comunic, com exclusividade, convesrou com alguns dirigentes.
Celebração e defesa coletiva
Cristiane Zacarias, presidenta do Sindicato, afirmou que a data celebra o trabalho dos funcionários e a entrega de políticas públicas. "Muitas políticas públicas do Governo Federal são entregues pelas mãos dos trabalhadores da Caixa", disse, defendendo que a "população e os trabalhadores precisam estar alerta para a importância da Caixa 100% Pública".
Ela lembrou que conquistas vieram da ação coletiva.
"Foi com uma greve muito forte que esses trabalhadores passaram a ser reconhecidos enquanto bancários. Essa mensagem precisa ser levada para compreender que somente pela ação coletiva a gente consegue garantir nossos direitos".
Cristiane celebrou os avanços, mas fez um alerta: "A gente precisa estar alerta para esse interesse privatista de impor regras de bancos privados aos trabalhadores". Para ela, a luta continua: "Tem que estar sempre alerta e sempre mobilizados, pensando coletivamente para seguir defendendo uma Caixa 100% Pública e direitos trabalhistas cada vez melhores".

A missão social
João Paulo, diretor de bancos públicos da Fetec-PR, destacou o papel único da Caixa.
"Ela é o braço operacional dos programas sociais de governo. Ela traz bem-estar, traz um envolvimento social para a sociedade", afirmou.
Ele ressaltou que essa função define a instituição: "É isso que faz o papel diferente da Caixa, que é um Banco Público e é social para toda a sociedade, trazendo benefícios para esse grupo tão carente".

"Supercaixa"
Samanta Almeida, diretora de Igualdade e Diversidade do Sindicato, explicou e criticou o programa de remuneração variável "Supercaixa".
"O Supercaixa prejudica o empregado porque antes os empregados recebiam a remuneração variável a cada três meses. Hoje, com o Supercaixa, é a cada seis meses", detalhou.
Ela contestou a justificativa do banco de que o programa incentiva o trabalho coletivo. "Para você receber as vendas que você fez, você depende do seu colega vender também. Não depende mais só de você".
Samanta afirmou que essa dinâmica gera problemas. "No dia a dia, isso acaba se transformando em assédio moral dentro das agências".
Sua crítica foi direta à gestão: "A Caixa Econômica está criando cada vez mais programas de remuneração variável que são muito parecidos aos bancos privados. A Caixa tem que se lembrar que ela é um banco 100% público. Ela não é privada. Ela não deve ser comparada a bancos privados e nem tratar os empregados como se fossem empregados de bancos privados".







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