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Quem é Marco Rubio e por que ele odeia tanto Cuba?

Por Redação Vigília


Figura central no governo Trump, Marco Rubio tem atuado diretamente nas negociações internacionais após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, além de ser um dos principais articuladores da atual escalada de pressão dos Estados Unidos sobre Cuba.


Mas afinal, quem é Marco Rubio — e por que sua obsessão em derrubar o regime cubano?

Rubio é um político e diplomata norte-americano de ascendência cubana, que ocupa desde janeiro de 2025 o cargo de Secretário de Estado dos EUA, equivalente ao de ministro das Relações Exteriores. Antes disso, foi senador pela Flórida entre 2011 e 2025, pelo Partido Republicano.


Nascido em Miami, em 1971, é filho de imigrantes cubanos que deixaram a ilha em 1956, antes da Revolução Cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara. Sua trajetória começou na política local da Flórida e culminou na eleição ao Senado em 2010. Ao longo dos anos, consolidou-se como uma das vozes mais conservadoras e beligerantes da política externa dos EUA.


Criado na comunidade cubano-americana de Miami, historicamente conservadora e profundamente hostil ao governo socialista cubano, Rubio construiu sua carreira política a partir de uma agenda abertamente anticomunista. Mesmo após os sinais de reaproximação entre EUA e Cuba durante o governo Obama, Rubio passou a liderar a reversão dessa política, intensificando a ofensiva contra o governo de Miguel Díaz-Canel.


Sob sua influência, o Departamento de Estado voltou a classificar Cuba como um país “não cooperante” no combate ao terrorismo, medida que abre caminho para novas sanções econômicas. O governo estadunidense também recolocou Cuba na lista de “patrocinadores do terrorismo”, revertendo decisões da administração anterior.


Marco Rubio segue uma estratégia de política externa conhecida como “pressão máxima”, direcionada contra governos que os EUA classificam como hostis aos seus interesses.

Essa linha dura ganha mais centralidade no momento em que Trump tenta recuperar espaço político na América Latina.

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