Apesar das brincadeiras, o neofascismo segue muito perigoso
- Vigília Comunica

- 27 de jan.
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Vigília Comunica
Brincadeiras nas redes sociais são divertidas, e até necessárias, mas é fato que a ascensão do neofascismo, no plano mundial, nos EUA, na América Latina e no Brasil exige preocupação e ação organizativa.
Com todas as condenações nas redes sociais à irresponsabilidade na organização do evento final da “marcha” de Nikolas Ferreira (PL), que resultou em feridos, mesmo assim é fato que o neofascismo segue no Brasil com base de massas, e com capacidade de iniciativa, já absorvendo o desgaste com a prisão de Jair Bolsonaro.
Em nosso continente, recentemente, a extrema direita avançou nas eleições de Chile, Bolívia, Equador, El Salvador, justamente no vazio deixado onde a esquerda não imprimiu mudanças estruturais.
E também na Venezuela o ataque do dia 3 de janeiro e o sequestro de Maduro e Cilia Flores apontam um novo patamar na ofensiva dos EUA contra o que considera sua área de influência, a América Latina. Em 2005, as forças populares enterravam a ALCA. Em 2026, o neofascismo de Trump muda a relação com todo o continente, o que acende um sinal amarelo para o Brasil.
Apenas com organização popular, vitórias concretas, formação e embate forte na comunicação é possível derrotar o neofascismo, com seu elemento antissistêmico. A esquerda no Brasil não pode perder esse foco ou mesmo buscar resolver as coisas somente no plano institucional. É rua, é estudo, é luta, é organização, é conquista. É não subestimar a capacidade de engajamento do inimigo.









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