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EDITORIAL I Polícia Militar de Ratinho Jr. mostra os dentes


Por Vigília Comunica


O povo trabalhador tem muitas expectativas em relação à segurança pública, um item essencial e que pauta o ano de eleições. No Paraná, porém, os últimos acontecimentos mostram uma Polícia Militar, sob direção do governador Ratinho Jr., agindo de forma exagerada e ostensiva.


Há poucos dias, durante greve dos operários da Brose, o dirigente metalúrgico Nelsão da Força Sindical recebeu um mata-leão e foi atacado por vários policiais, numa repressão desnecessária e que colocou inclusive sua vida em risco, ao lado de outros trabalhadores que apenas exerciam o direito de greve.


Em 2025, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, foram 426 mortes pela PM, nos questionáveis “confrontos” entre agentes de segurança pública e eventuais criminosos, sabendo que isso sempre impacta a juventude negra, moradores em situação de rua, moradores da periferia, entre outros. É o maior índice em anos recentes. Como informa o jornal Plural, o número de mortes ultrapassou as 2,7 mil durante os sete anos de gestão de Ratinho Jr (PSD) como governador do estado.


Nas áreas de ocupação, pressão da PM é evidente e tem crescido. Foto: Pedro Carrano
Nas áreas de ocupação, pressão da PM é evidente e tem crescido. Foto: Pedro Carrano

Agora, no Carnaval de Curitiba, em fatos que a Prefeitura de Eduardo Pimentel tem também responsabilidade, policiais militares têm implantado o toque de recolher no Largo da Ordem, para dispersar os carnavalescos, com uso de bombas de gás, em medida complemente inibitória e sem nenhuma necessidade.


O dirigente comunista e teórico italiano Antonio Gramsci sempre analisou o Estado como ferramenta da classe dominante, que domina pelo consenso, porém, usando quando necessário da coerção contra os trabalhadores. O governador Ratinho Jr. precisa ser pressionado pela sociedade civil para recuar da sua postura de escalar cada vez mais a violência do Estado – em nome de algum consenso eleitoral. É inaceitável!

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