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Com cinco anos, 29 de Janeiro realiza reunião com movimentos parceiros


por Pedro Carrano


A ocupação 29 de Janeiro, localizada no Uberaba, completou ontem (29) cinco anos de resistência e construção de organização popular.


É uma das ocupações realizadas no período da pandemia e que hoje abriga migrantes, operários, idosos e crianças. Muitos oriundos da região conhecida como Icaraí. É também uma área que ainda tem a situação indefinida, embora com muitas possibilidades de regularização fundiária.


A 29 de Janeiro fica em terreno pertencente ao governo federal, à União, devido à proximidade com a ferrovia. Com isso, a demanda dos moradores por regularização se dá junto à Secretaria de Patrimônio da União (SPU).


Na primeira reunião da comunidade com organizações parceiras, estiveram presentes a Marmitas da Terra/Mãos Solidárias, que realizada reforço escolar, alfabetização e horta comunitária no local, bem como a campanha Despejo Zero, a FORT e áreas como a campanha de Novembro.


“Estamos num governo simpático a essa demanda, o momento é agora para transferir a área da União para os moradores. Tem que ser nessa gestão a regularização fundiária”, afirma Daniel Igor da Silva, uma das lideranças locais.

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