Moradores do Tatuquara denunciam postura ofensiva da Guarda Municipal
- Pedro Carrano
- 11 de fev.
- 2 min de leitura

Na manhã de hoje (11), moradores da Vila União, área de ocupação localizada no bairro Tatuquara, acusam integrantes da Guarda Municipal de ter entrado na comunidade, que possui cerca de 280 famílias, insultado moradores e ameaçado inclusive os pets da comunidade.
Uma moradora, que preferiu não se identificar por questões de preservação, informou para a reportagem da Vigília: “Primeiro nos ofenderam, dizendo que a gente tinha que morar ali mesmo. Depois, ameaçaram nossos cães que estavam com a gente, até de matar um deles”, informou.
Até o final da tarde, a Vigília buscou contato com a regional Tatuquara e com a comandância da Guarda Municipal. Segue abaixo a pergunta que fizemos:
“Tudo bem? Meu nome é Pedro Carrano, sou do canal Vigília Comunicação. Muitas vezes recebemos denúncias nos bairros sobre hostilidades da Guarda Municipal com a população de áreas de ocupação e periférica. Hoje pela manhã, recebemos denúncias de moradores de que moradores da Vila União teriam sido insultados pela GM no Tatuquara. Qual procedimento a Guarda Municipal toma neste caso e como fazer para que a população em áreas de ocupação não passe constrangimentos e ofensas?”
E, na tarde de hoje, recebemos a seguinte resposta do comanda da Guarda, via WhatsApp: “Pode registrar na ouvidoria da GM ou, reclamação no Sistema 156”. De acordo também com a regional Tatuquara, que entrou em contato e deu retorno para a reportagem, essa seria a forma de acessar eventuais materiais gravados pela própria Guarda, junto à Ouvidoria e Corregedoria da Instituição.
Qual é o papel da Guarda Municipal?
Questionada pela reportagem da Vigília, Rejani Soldani, presidenta do Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc), aponta que não deveria haver problemas entre guardas e moradores: “A Guarda Municipal é composta por trabalhadores que também moram na periferia, também utilizam o SUS, também enfrentam as dificuldades do dia-a-dia da cidade. Não são um corpo estranho à sociedade, são parte dela. Nosso compromisso é com uma segurança pública profissional, legal e respeitosa”, afirma.









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