Em 2024, Venezuela havia aumentado a produção de barris de petróleo
- Vigília Comunica

- 5 de jan.
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Por Pedro Carrano
É sabido que a Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 304 bilhões de barris — o que representa algo como 17–18% das reservas globais.
No campo da extração de petróleo e da produtividade, Donald Trump, em entrevista recente à BBC, sinalizou que a invasão do país e sequestro do presidente Nicolás Maduro consertaria uma eventual queda na produção de petróleo do país caribenho.
“O petróleo está num nível muito baixo, tão baixo que, mesmo se fosse mal administrado, deveria ter mais faturamento. Então, as grandes petroleiras vão para lá. Nós vamos tratar muito bem a Venezuela”, afirmou à BBC o presidente neofascista estadunidense.
Porém, entre 2023 e 2024 a produção anual do país subiu de 771 milhões de barris por ano para 863 milhões de barris por ano em 2024. A produção de petróleo, neste sentido, vinha nos últimos cinco anos recuperando a produção, além de contar com uma variada gama de empresas em parceria com a estatal PDVSA.

Além da PDVSA, controladora majoritária e organizadora da exploração de petróleo no país, atuam na Venezuela a espanhola Repsol, a italiana Eni e a francesa Maurel & Prom.
Por sua vez, a Chevron, dos EUA, cujas ações subiram depois da invasão do país, havia negociado uma série de acordos para continuar no país sob Chávez e operou com permissão americana durante governos republicanos e democratas da última década. Mas agora seu apetite parece crescer.
Ao lado delas, vale destacar a presença da Rosneft (Rússia), da China National Petroleum Corporation (China), ONGC Videsh (Índia) e Belorusneft (Bielorrússia).
Assim mesmo, é fato que a produção petrolífera atual da Venezuela preserva suas reservas e não está entre as dez maiores do mundo, o que pode ser a senha para explicar a necessidade de os EUA quererem se apropriar dessas reservas ainda inexploradas e necessárias diante da crise da nação imperialista.
O site ligado ao capital financeiro, Infomoney, produz reportagens com tom de otimismo a partir da fala de Trump e da sinalização de controle sobre o petróleo venezuelano. Afirma que “o risco de guerra eleva o petróleo no curto prazo, mas a perspectiva de os EUA controlarem a maior reserva do mundo pressiona os preços para baixo no longo prazo”, o que, segundo o site, é a perspectiva ideal para o capital financeiro.









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