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Escândalo no banco Master reforça importância das eleições de 2026


O escândalo financeiro no banco Master expõe a importância do voto nas eleições deste ano, quando vamos eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. “Isso tudo que está sendo revelado tem muito a ver com as nossas escolhas políticas, quem são os parlamentares que vão nos representar, que vão constituir as leis que vão nortear as instituições do nosso país. Importante destacar a importância de termos instituições fortes e independentes”, alerta Cristiane Zacarias, presidenta do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana.


A operação Compliance Zero, iniciada pela Polícia Federal no início deste ano, investiga suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro na concessão de supostos créditos fictícios pelo Master. Um dos envolvidos é o investidor e empresário Nelson Tanure, que consolidou presença no Paraná quando seu grupo comprou a Copel Telecom, privatizada por Ratinho Jr.


As eleições de 2026 são o momento certo para reavaliarmos as pessoas que estão à frente das instituições, observa Cristiane. “É importante conhecermos os interesses das pessoas que se colocam candidatas e pedem o nosso voto. Seja para vereador no município, para prefeito, para governo do estado, deputado estadual, federal, senador, porque essas pessoas, em alguma medida, acabam influenciando em outros nomes que irão ocupar outros lugares públicos que tomarão decisões em favor ou em desfavor daquilo que é importante para um país democrático, forte, representativo e que atue em prol do interesse daquilo que é importante para o povo, que é importante para as pessoas”, explica.


Não podemos definir o presidente do banco Master, mas temos capacidade de eleger pessoas que impedissem que as irregularidades prosperassem. “Isso poderia ter sido descoberto noutro momento, em tempo de causar menos prejuízo para a nossa sociedade, porque no fim um ou outro é preso, essas prisões acabam se revertendo ao longo do tempo e essas pessoas voltam para esses cenários empresariais, institucionais ou políticos. E o povo segue pagando a conta de não compreender que a participação política pode ser um princípio resolutor de muitos crimes institucionais que acontecem no nosso país. Se a gente não participa, alguém decide por nós”, afirma Cristiane Zacarias.

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