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O carnaval de Curitiba Do Caos ao Silêncio

Foto: Luiz Pacheco/FCC
Foto: Luiz Pacheco/FCC

Quem diz que em Curitiba não tem Carnaval? Pelo contrário: aqui a folia é plural. Enquanto o resto do Brasil olha para o samba, Curitiba olha para todos os lados. É a periferia que ocupa o centro com as escolas de samba, mas é também o centro que se “periferiza” na busca por novas batidas.


Com a Zombie Walk e o Psycho Carnival, a nossa "cidade modelo", geralmente tão engomada, abre espaço para o rock, para as maquiagens de terror e para o underground. É o carnaval de quem não gosta de carnaval, mas ama a rua.


Mas há também o fenômeno do "cemitério de luxo". Curitiba vira um oásis para quem busca o oposto da folia. Enquanto uma rua ferve, a outra descansa. É um dos poucos lugares onde o silêncio é, de fato, uma opção de lazer. A cidade se torna um espaço de relaxamento real, um "cemitério" no melhor sentido da palavra: paz absoluta.


Carnaval aqui é liberdade de escolha. O calendário curitibano é, no fundo, democrático. Ele oferece o "tudo" (o rock, o zumbi, o samba) e o "nada" (o silêncio total). É a cidade que se permite ser louca e serena ao mesmo tempo.

Foto: Isabella Mayer/SECOM
Foto: Isabella Mayer/SECOM

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