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62% dos medicamentos primários não estão disponíveis em Gaza

Famílias palestinas procuram parentes sob os escombros após ataque israelense.
Famílias palestinas procuram parentes sob os escombros após ataque israelense.

por Redação, com Telesur


O Ministério da Saúde de Gaza informou no domingo que 62% dos medicamentos essenciais estão indisponíveis e que os estoques limitados não atendem às necessidades dos pacientes. O Ministério acrescentou que 288.208 pacientes correm risco de recaídas graves, incluindo ataques cardíacos e derrames.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) compilou e publicou a Lista de Medicamentos Essenciais, que o Ministério da Saúde incluiu em seu relatório; essa lista identifica os medicamentos mais importantes para atender às necessidades de saúde mais críticas da população.


“O sistema de saúde na Faixa de Gaza encontra-se em um estado de deterioração grave e sem precedentes após dois anos de guerra e bloqueio total. Isso levou a uma drástica redução na sua capacidade de fornecer serviços de diagnóstico e tratamento, além de uma grave escassez de medicamentos”, afirmou um comunicado.


Segundo o Ministério da Saúde, 70% dos medicamentos utilizados em serviços de oncologia também estão indisponíveis; os exames laboratoriais e os suprimentos para bancos de sangue estão em apenas 59%; e há uma escassez de 38% nos leitos de emergência e unidades de terapia intensiva, o que pode deixar 200 mil pacientes sem atendimento de emergência.


Mais de 1.000 pacientes morreram entre julho de 2024 e o final de novembro de 2025 enquanto aguardavam transferência para fora da Faixa de Gaza para receber tratamento.

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