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A Revolução dos Cravos e o perigo do fascismo em Portugal

Fotos Públicas
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Hoje, 615 mil brasileiros vivem legalmente em Portugal


por Vigília Comunica


O socialista moderado António José Seguro garantiu uma vitória no segundo turno das eleições presidenciais de Portugal, com cerca de 70% dos votos, derrotando o rival de extrema-direita, André Ventura. O mandato é de cinco anos.


Ventura, por sua vez, do Partido “Chega” ficou atrás com 36%, garantindo um resultado superior do que os 22,8% da eleição passado. Ex-comentarista esportivo de TV, com discurso “antissistema”, Ventura reflete a influência da extrema-direita em Portugal e em grande parte da Europa. Em 2025, o Chega tornou-se a segunda maior força parlamentar no país.


Ventura representa o perigo da extrema-direita, e chegou a reivindicar a chamada Revolução dos Cravos, de 1973, quando soldados e organizações como o Partido Comunista de Portugal (PCP) derrubaram a ditadura de António de Oliveira Salazar, que já durava 40 anos, colonizava e oprimia países africanos como Guiné-Bissau, Moçambique, Angola e São Tomé e Príncipe.


Nada mais falso, portanto, que a extrema-direita reivindicar um processo socialista e popular, com mudanças reais para os trabalhadores, sendo que, na realidade, o fascismo se coloca contra os imigrantes e trabalhadores.


Nesse sentido, a vitória de Seguro é importante. Hoje, 615 mil brasileiros vivem legalmente em Portugal, muitas vezes sofrendo racismo e xenofobia. Mas também porque é importante conter o neofascismo que se espalha hoje na Europa, América Latina e no coração dos EUA.


Porém, se de imediato é necessário uma frente ampla para derrotá-lo eleitoralmente, como tudo indica que ocorreu em Portugal, a longo prazo apenas medidas antineoliberais e estruturais podem derrotar o discurso da extrema-direita.

 
 
 

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