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Bolsa Família estrutura orçamento e consumo, afirmam famílias

há 1 dia
2 min de leitura

Além disso, reajuste atual aquece economia, consumo e renda dos beneficiários


por Pedro Carrano


Ação social realizada no bairro Alto Boqueirão revela necessidade das famílias. Foto: Pedro Carrano
Ação social realizada no bairro Alto Boqueirão revela necessidade das famílias. Foto: Pedro Carrano

Denise atualmente trabalha trabalha com reciclagem, tem três filhos, sendo que mora com um deles. Trabalhava numa empresa de limpeza, como diz, e, uma vez desempregada, passou a recolher materiais recicláveis.


Na comunidade onde vive, a Vila Pantanal, no bairro Alto Boqueirão, na periferia de Curitiba, Denise convive com alagamentos e cheias periodicamente.


Para famílias como a de Denise, uma política pública de transferência de renda e proteção social como o Bolsa Família é essencial, uma espécie de vértebra do orçamento familiar. Algo que fornece segurança e permite manter os filhos na escola.


O reajuste recentemente anunciado pelo governo Lula para o BF é de 15,04%, com efeito financeiro a partir de outubro de 2026.


A medida – que recebeu críticas da oposição ao governo e de segmentos midiáticos -, simplesmente recompõe a inflação acumulada de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no período entre março de 2023 e agosto de 2026. Trata-se, além disso, de um reajuste nominal e não de um aumento real (acima da inflação) desse benefício social.


Com isso, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio, de R$ 675 para R$ 777. O governo federal estima um custo adicional de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027. No Brasil, mais de 19 milhões de pessoas acessam diretamente o programa, mas que tem abrangência maior ainda no impacto sobre a sociedade.


De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), e segundo pesquisas de diversos institutos econômicos, a lógica usada é a estimativa de que cada R$ 1 (um real) adicional transferido pelo Bolsa Família gera R$ 2,40 em consumo e R$ 1,78 em Produto Interno Bruto (PIB). A professora Marilane Teixeira, da Unicamp, confirmou esse cálculo para o reajuste anunciado.


Gasto público ou política pública?


Do ponto de vista objetivo, é fato que esses valores representam uma indução da economia brasileira, contribuindo em aspectos como o aquecimento do consumo, geração de renda, trabalho e, sobretudo, no consumo das famílias ligado a itens de alimentação.


Em época de crise mundial, aumento do preço do petróleo, é um fator de estabilidade econômica no Brasil.


Paola, moradora do Tatuquara, tem o Bolsa Família como importante aporte para manter os dois filhos no estudo. “Importante, eu tenho duas crianças, vou com elas ao mercado fazer compras, o Bolsa Família ajuda a comprar itens que eles precisam, meia, tênis para ir a escola. Com isso, mantenho os filhos estudando, afirma.

De acordo ainda com a CUT nacional, o critério de acesso ao Bolsa Família é renda per capita até R$ 218. Quando as famílias ultrapassam esse valor até o limite de renda de R$ 706 por pessoa, elas seguem no programa por um período de transição (de até 12 meses), recebendo 50% do benefício. 





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