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Carol Dartora recebe e-mail com ameaça e ataques racistas e misóginos

Por José Pires


A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) recebeu um e-mail com ameaças de morte, ameaças de estupro, ataques racistas e uma sequência de violências, no domingo, 15. A deputada revelou os crimes por meio de vídeo publicado em suas redes sociais.

Carol, que é a primeira parlamentar negra eleita deputada federal pelo Paraná, destacou que os ataques revelam “o nível de barbárie que mulheres na política têm enfrentado no Brasil. Isso não é opinião, não é ódio da internet, não é divergência política. Isso é crime. Quem ameaça matar é criminoso. Quem ameaça estuprar é criminoso. Quem pratica racismo é criminoso”.


Foto: reprodução/Câmara dos Deputados.
Foto: reprodução/Câmara dos Deputados.

A deputada destacou também que esses ataques têm endereço certo. “Acontecem com frequência contra mulheres que ocupam espaços de poder, e com ainda mais violência contra mulheres negras. Existe hoje uma tentativa organizada de espalhar medo, intimidar e expulsar mulheres da política por meio do ódio, da humilhação e da violência. É racismo, é misoginia e é violência política”.


Diante da ameaça, o mandato de Carol Dartora acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, o Ministério da Justiça e a Polícia Civil do Paraná, além das instâncias institucionais da Câmara dos Deputados, para exigir investigação e responsabilização criminal dos autores.


O remetente do e-mail é Lucas Bovolini Martins, que utilizou o serviço de e-mail ProtonMail, que oferece criptografia ponta a ponta e não armazena logs de IP, dificultando o rastreamento da mensagem. O mesmo autor também teria enviado e-mail ameaçando a deputada paraense Lívia Duarte (Psol) no início de fevereiro.

Dartora é inclusive autora de dois projetos de lei que têm como objetivos prevenir e combater a misoginia digital, tipificando ataques organizados contra mulheres nas redes e responsabilizando plataformas e autores e aumento de pena quando esses crimes forem cometidos por grupos organizados, inclusive quando produzirem, financiarem ou disseminarem conteúdos de ódio que incentivem violência contra mulheres.

 
 
 

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