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Comissão visita Vila Pantanal para iniciar mapeamento das casas

por Redação Vigília


Diretoria da Cohab, ao lado de mandatos parlamentares e lideranças, realizada visita nas casas da vila Pantanal em área de risco. Foto: Pedro Carrano
Diretoria da Cohab, ao lado de mandatos parlamentares e lideranças, realizada visita nas casas da vila Pantanal em área de risco. Foto: Pedro Carrano

A Vila Pantanal, no Alto Boqueirão, uma área histórica de realocação massiva, nas imediações do rio Iguaçu, tem vivido dias de muita expectativa e ansiedade.


A remoção de casas em área de preservação ambiental, realizada sob orientação da prefeitura, tirou a tranquilidade dos moradores. Cerca de dez residências foram retiradas, em área sujeita à multa dos órgãos ambientais.


A preocupação está sobretudo nos olhos e rostos que estão à beira dos córregos da região, em distância a menos de 30 metros. O que abrange parte do entorno da vila. Muitos deles são trabalhadores carrinheiros que têm nas áreas o seu local de moradia e de trabalho.


A Comissão havia sido formada ainda na semana anterior, com presença – além de Cohab e órgãos municipais – de movimentos populares de luta por moradia, da associação de moradores da Vila Pantanal, além de entidades e moradores locais, caso da Associação Fonte de Ação Social, entre outras.


Estavam também presentes as assessorias de mandatos parlamentares, que integram a comissão, caso de Giorgia Prates (Mandata Preta-PT), Angelo Vanhoni (PT), Laís Leão (PDT) e do deputado estadual Goura (PDT).


A Vila Pantanal, no Alto Boqueirão, uma área histórica de realocação massiva, nas imediações do rio Iguaçu, tem vivido dias de muita expectativa e ansiedade. Foto: Pedro Carrano
A Vila Pantanal, no Alto Boqueirão, uma área histórica de realocação massiva, nas imediações do rio Iguaçu, tem vivido dias de muita expectativa e ansiedade. Foto: Pedro Carrano

Meiri Morezzi, diretora de Relações Comunitárias da Cohab, assegurou que haverá uma nova reunião da Comissão, na quarta-feira que vem (29), aberta aos moradores. A ideia é combinar o cadastramento das famílias. De acordo com apuração da Vigília Comunica, a expectativa é de que o cadastramento deve ser amplo, abrigando quem tem necessidade entre as famílias impactadas, as famílias que ainda estão na faixa dos córregos, além dos cerca de 80 moradores de outra ocupação próxima, chamada Chacrinha.


“Como primeira etapa, será realizado o mapeamento e cadastramento das famílias residentes nos trechos de prioridade 1, seguido pelos trechos de prioridade 2 e, posteriormente, de prioridade 3”, aponta o relato da Cohab após realizada a visita e identificados três blocos de instalação de casas.


Da parte dos moradores, a expectativa é de que, realizado e construído um amplo cadastramento, será possível dialogar sobre um projeto habitacional para as famílias.


“As famílias que estão em área de risco têm que ser respeitadas e sua saída condicionada a um projeto. São trabalhadoras, carrinheiros, que vamos poder conhecer melhor com o cadastro. É fundamental que participemos da Comissão e coloquemos, com unidade, a pauta de toda a comunidade. É hora de união pra alcançar o melhor para todos”, afirma Elessandra Barbosa, presidenta da associação Pantanal.


Associação de Moradores dialogando com as famílias da Vila Pantanal. Foto: Pedro Carrano
Associação de Moradores dialogando com as famílias da Vila Pantanal. Foto: Pedro Carrano



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