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Comsea reconhece cozinhas solidárias em Curitiba


por Pedro Carrano


Reunião realizada na sede da Rede de Mulheres Negras, no dia 21 de maio (quinta), envolvendo organizações civis, populares e também órgãos do Estado. Foto: Pedro Carrano
Reunião realizada na sede da Rede de Mulheres Negras, no dia 21 de maio (quinta), envolvendo organizações civis, populares e também órgãos do Estado. Foto: Pedro Carrano

Reunião do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea) de Curitiba, realizada na sede da Rede de Mulheres Negras, no dia 21 de maio (quinta), envolvendo organizações civis, populares e também órgãos do Estado, teve como destaque a emissão de declaração reconhecendo cozinhas solidárias que hoje atuam em Curitiba e região.


Por votação unânime, foram aprovadas cozinhas no bairro Uberaba, Vila Pantanal (Alto Boqueirão), além da Novo Amanhecer, uma cooperativa de trabalhadores de material reciclável na Cidade Industrial, bem como a cozinha da cooperativa Unidos da Reciclagem de Campo Largo. Ao lado disso, uma associação de haitianos de Campo Magro.


São experiências necessárias.


Ganharam urgência sobretudo com a crise social da pandemia de Covid-19. E, hoje, alimentam trabalhadores nas cooperativas, ou mesmo a comunidade mais necessitada na associação de moradores.


Na vila Pantanal, por exemplo, informou-se que são produzidas cerca de 4800 refeições por mês, servidas às segundas, quartas e sextas, para um raio de no mínimo 150 famílias inscritas.


Além da Novo Amanhecer, uma cooperativa de trabalhadores de material reciclável, bem como a cozinha da cooperativa Unidos da Reciclagem de Campo Largo. Foto: Pedro Carrano
Além da Novo Amanhecer, uma cooperativa de trabalhadores de material reciclável, bem como a cozinha da cooperativa Unidos da Reciclagem de Campo Largo. Foto: Pedro Carrano

No Novo Amanhecer, um barracão de carrinheiros que também foi uma ocupação datada de 7 de setembro de 2007, em terreno pertencente à época ao governo estadual, as refeições são servidas para 30 associados com café da manhã, almoço e um café da tarde, como explica a coordenação do espaço. A cozinha é separada do local da reciclagem, com trabalhadores destacados para isso.


“Trabalhamos com mulheres, queremos participação, não só entregar as marmitas”, afirma Zilda, que serve 40 refeições na Vila São Paulo, no Uberaba.

No Paraná, informa Leonardo Ghisolfi, presidente do conselho, são 42 cozinhas habilitadas junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), porém ainda com enormes desafios no que se refere à infraestrutura, recursos, pagamento das trabalhadoras, entre outras pendências do dia a dia.


Desse montante de cozinhas, a meta é que todas recebam os alimentos garantidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo Lula.


São 42 cozinhas habilitadas junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), porém ainda com enormes desafios no que se refere à infraestrutura, recursos, pagamento das trabalhadoras, entre outras pendências do dia a dia. Foto: Pedro Carrano
São 42 cozinhas habilitadas junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), porém ainda com enormes desafios no que se refere à infraestrutura, recursos, pagamento das trabalhadoras, entre outras pendências do dia a dia. Foto: Pedro Carrano

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