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ECONOMIA ETC I Pra não esquecer na hora de votar

29 de set.
3 min de leitura

Outra questão importantíssima foi que no governo do pai, Jair Bolsonaro, o Brasil voltou ao Mapa da Fome


Coluna de Frédi Vasconcelos*


Capa de jornal no período da pandemia e de ausência de políticas públicas de Bolsonaro. Foto: reprodução
Capa de jornal no período da pandemia e de ausência de políticas públicas de Bolsonaro. Foto: reprodução

Uma das questões mais importantes que vai ser decidida nas urnas, no próximo domingo, no primeiro turno das eleições presidenciais, é a defesa da soberania do Brasil. Flávio Bolsonaro e sua família, em parte refugiada nos Estados Unidos, deixam nítido que vão defender o interesse dos Estados Unidos e de seu presidente, Donald Trump.


Em março deste ano, segundo a CNN Brasil: “O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), defendeu que o Brasil é "a solução para os Estados Unidos quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras". A fala ocorreu durante a Conservative Political Action Conference (CPAC), nos EUA.


Segundo o senador, os EUA dependem da China para cerca de 70% das importações dos minerais, fundamentais para os processadores de computador, sobretudo em relação ao desenvolvimento de inteligência artificial e equipamentos americanos de defesa.


"Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana torna-se impossível e a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos dos adversários", alegou o pré-candidato ao Planalto”, disse, sem, em nenhum momento, falar em como isso beneficiaria ou prejudicaria o Brasil...


O escritor uruguaio Eduardo Galeano, ao se referir à exploração das Américas pelos conquistadores em seu livro “As Veias Abertas da América Latina” fala que encontrar riquezas foi a tragédia de países do subcontinente. Para levar ouro e prata e outras riquezas para seus países, os exploradores dizimaram populações indígenas e escravizaram seus trabalhadores. A riqueza não ficou por aqui nem desenvolveu nossos países.


Agora, com as terras raras, os metais mais preciosos deste milênio, a exploração pode se repetir. Ou melhor, o Brasil pode entregar para os Estados Unidos a segunda maior reserva minerais se a política de Flávio for implantada.

Outra questão importantíssima foi que no governo do pai, Jair Bolsonaro, o Brasil voltou ao Mapa da Fome. Em 2014, o país tinha saído desse índice vergonhoso, mas voltou em 2021, com o agravamento de indicadores sociais e econômicos. Segundo a ONU, responsável pelo índice, uma nação entra no Mapa da Fome quando a subalimentação crônica afeta mais de 2,5% de sua população. Votou a sair em 2025. É bom lembrar também de uma imagem icônica da época, de pessoas entrando numa fila para “pegar osso” para fazer comida.


E muito dessa volta da fome deve-se à política econômica do governo anterior. Nos quatro ano de mandato, em três deles não houve aumento real do salário mínimo. Em 2020, 2021, 2022, só repasse da inflação. Quebrando a política anterior, em que o salário era corrigido pela inflação, mais um média do crescimento da economia nacional, garantindo aumento real.


A “fila do osso” não pode ser esquecida nem repetida. E não é ao acaso. Agora mesmo, na Argentina, no governo Milei, cuja política econômica Flavio diz que pretende repetir, a taxa de pobreza na Argentina subiu para 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, são mais de 10 milhões de pessoas sem o mínimo para sobreviver, segundo dados do Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec).


O impacto é mais forte entre os jovens; lares com crianças e adolescentes registram os maiores percentuais de vulnerabilidade. Além disso, há o aumento do desemprego e o fechamento de milhares de empresas.


*Frédi Vasconcelos é jornalista há mais de 30 anos, mestre em Linguagem e Tecnologia pela UTFPR, coordenador editorial do Portal Porque e ex-editor do Brasil de Fato Paraná, além fascinado por números e economia.

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