Governo Lula avança em aprovação e índices positivos
por Pedro Carrano
A taxa de desocupação entre a juventude teve redução de 16,6% para 10%, a menor da série histórica

Uma boa notícia para o governo Lula, entre as pesquisas realizadas neste segundo turno, traz um componente que tem ajudado na reta final de campanha: a percepção de melhora nos índices de seu governo. Levantamento do jornal O Globo mostra que 49% dos brasileiros aprovam a gestão federal, enquanto 48% a desaprovam. O governo consegue que a aprovação ultrapasse os índices de desaprovação.
Certamente, o reajuste recente de 15,04% do programa Bolsa Família contribuiu nisso. Mas há outros indicadores recentes e importantes.
Em termos de trabalho, o índice de desemprego caiu de 5,6 para o baixo patamar de 5,3% no último trimestre. A população ocupada chegou a 103,5 milhões, o maior número da série histórica do IBGE.
O grau de desalento, quando a pessoa já não vai às ruas em busca de trabalho, caiu 11,9% em um ano. Já a massa de rendimento dos trabalhadores também é considerada a maior da série histórica e cresceu 4,8% em um ano, de acordo com a Agência Brasil.
Fator juventude
A juventude das universidades e secundaristas estão em potente estado de mobilização no segundo turno das eleições.
Por outro lado, de maneira geral, é um segmento que Lula e o PT sempre tiveram dificuldades durante o governo para dialogar, dada muitas vezes a atual precarização do trabalho da juventude, resultado da reforma trabalhista de 2017.
No entanto, os jovens tiveram índices importantes no último período.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), entre o 2º trimestre de 2022 e o 2º trimestre de 2025, a taxa de desocupação entre a juventude teve redução de 16,6% para 10%, a menor da série histórica.
A taxa de desocupação apresenta queda de 29,5% entre os trabalhadores de 14 anos e de 5,5% entre os de 29 anos, de acordo com o Dieese.
Negociações por local de trabalho
Ainda de acordo com o Dieese, no monitoramento das negociações salariais, até setembro de 2026, ou seja, dados ainda incompletos, já apontam até aqui que cerca de 86% dos reajustes de 2026 tiveram ganhos reais e apenas 3% ficaram abaixo da inflação.
Ou seja, uma economia longe de crise e carência entre os trabalhadores e as unidades formais de negociação.
"Apesar de terem ocorrido pequenas variações no período, os valores expressam um quadro de grande estabilidade nas negociações coletivas, quadro que se desenha desde novembro do ano passado", informa o Dieese.
Por fim, o custo da cesta básica diminuiu em 25 capitais. O valor do conjunto dos alimentos básicos reduziu em 25 das 27 capitais, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Uma economia e índices para os trabalhadores ainda longe do ideal, mas também distantes de qualquer discurso catastrófico sobre a situação do país.




Comentários