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MUNDO I O vencedor se chama: Irã!

O governo iraniano afirmou que permanece preparado para o conflito


por Pedro Carrano, com agências internacionais e Valor Econômico


Acordo de cessar fogo entre Irã e EUA inclui liberação do Estreito de Ormuz para navegação. Foto: Hamad Mohammed Reuters
Acordo de cessar fogo entre Irã e EUA inclui liberação do Estreito de Ormuz para navegação. Foto: Hamad Mohammed Reuters

Depois de exaustivas negociações, sujeitas a idas e vindas, o governo iraniano, a imprensa mundial e o país mediador, o Paquistão, confirmam acordo de cessar fogo entre EUA e Irã.


A projeção é de que o acordo deve ser assinado no dia 19 (sexta), e inclui o fim das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, o processo de implementação do acordo leva 60 dias e inclui a exigência inicial do Irã da liberação de fundos iranianos congelados. A metade desta quantidade deverá estar disponível para Teerã antes do início das negociações.


Perguntas em aberto


Muitas perguntas ainda seguem em aberto, por exemplo como o governo de Trump deve lidar com o programa nuclear iraniano, o que será um tema futuro do acordo. Por sua vez, o governo iraniano entende que o acordo é resultado de um processo e não de rendição, mantendo sua posição inabalável durante os três meses de guerra.


A dúvida também permanece sobre a posição de Israel e se a frente de ataques contra o Líbano deve continuar. Já Donald Trump precisou recuar várias vezes de suas pautas e discursos desde o começo da guerra. O presidente de extrema-direita afirmou que o estreito de Ormuz, por onde passam 20% do gás e do petróleo consumido no planeta, será reaberto a partir de sexta-feira, sem cobrança de pedágio. Isso fez a cotação do petróleo tipo Brent cair para cerca de US$ 83 na abertura do pregão eletrônico na Ásia, o menor valor desde o início de março.


Por hora, o mundo respira, mas sabendo que qualquer negociação com a extrema-direita e com o neofascismo de Trump não é confiável. O governo iraniano afirmou que permanece preparado para o conflito.


Estreito de Ormuz recebe a navegação e distribuição de 20% do petróleo mundial. Foto: Reuters
Estreito de Ormuz recebe a navegação e distribuição de 20% do petróleo mundial. Foto: Reuters

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