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O ódio nas redes e o medo de 2026

Por Lea Oksenberg


O mundo parece ter desaprendido a conversar. Das brigas políticas nos Estados Unidos às guerras no Oriente Médio, o que vemos hoje é assustador. O conflito entre países e o sofrimento de povos como o da Palestina mostram que o ódio virou a regra. Não se discute mais para resolver problemas; o objetivo agora parece ser apenas destruir quem pensa diferente.


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Essa polarização tóxica, que divide o globo em polos irreconciliáveis, não é obra do acaso. Ela é sustentada por uma estrutura que transpõe fronteiras e desembarca no Brasil com uma força avassaladora. Por aqui, o ódio encontrou terreno fértil na desinformação. O debate público foi substituído por uma guerra de versões onde a verdade é a primeira vítima, sacrificada no altar das fake news.


Agora, temos um novo desafio pela frente: a Inteligência Artificial (IA). O problema não é a máquina, mas quem a usa para o mal. Estamos correndo o risco de ver uma "fábrica de mentiras" sem precedentes. Com a IA, qualquer um pode criar vídeos e vozes falsas que parecem reais, destruindo a imagem de uma pessoa em poucos segundos.


Como ter uma eleição limpa se o eleitor for bombardeado por mentiras feitas apenas para causar raiva?


O desafio de 2026 não será apenas escolher um candidato. Teremos que decidir se vamos deixar que os robôs nos digam quem devemos odiar. Combater a mentira e usar a tecnologia com ética é a grande luta do nosso tempo. Afinal, uma sociedade que só sabe odiar não consegue construir um futuro para ninguém.


"Eis aqui este sambinha feito numa nota só/Outras notas vão entrar, mas a base é uma só... /Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada ou quase nada."

Tom Jobim / Newton Mendonça

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