top of page

QUAL É A SUA LUTA? Gerolane vê política como uma tarefa coletiva


"É menos as minhas pautas e mais um reflexo desse grupo todo", afirma Gerolane/Foto: Giovana Pasqualin
"É menos as minhas pautas e mais um reflexo desse grupo todo", afirma Gerolane/Foto: Giovana Pasqualin

À pergunta inicial da coluna, voltada para pré-candidatos do campo da esquerda no Paraná, sobre quais são as principais pautas e lutas, o jovem advogado Welitton Gerolane, 33, arremata na mesma hora: Educação. Mas não só.


“Comecei a militar no movimento estudantil, em defesa da Educação, a partir de políticas que mudam a vida das pessoas, caso do Prouni, da política de Cotas na universidade pública”, elenca.


Gerolane, ou “Gero”, como é conhecido entre a militância, sobretudo do Partido dos Trabalhadores (PT), onde atua desde a adolescência, é da geração que caminhou na política atravessando as jornadas de junho de 2013, participando das ocupações de escolas no pós-golpe de Temer, em 2016, culminando na atuação nas Jornadas em defesa da educação no primeiro ano do governo de Bolsonaro (2019).


De aluguel em aluguel


Ao mesmo tempo, a partir da história de sua família, que remete à sua infância, a pauta da moradia também tem uma ênfase para ele. Crescido e nascido na Vila Verde, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Gerolane acompanha essa pauta numa capital excludente como Curitiba. “Ainda vivemos de aluguel, as pessoas ainda sofrem muito com isso”, pondera.


Entre tantos episódios marcantes do que acompanhou nessa caminhada, ele cita o impacto do despejo da ocupação Resistência Forte, em maio de 2024. Antes disso, o incêndio da ocupação 29 de Março, no dia 8 de dezembro de 2018, “Graças a Deus, não encontramos vítimas em meio aos escombros, não se tinha o efetivo controle de quem estava lá e quem estava, o que foi muito angustiante”, recorda.


Juntar as pautas nacionais e locais


Nas recentes eleições municipais, Gerolane foi candidato e dedicou-se a debates sobre um programa popular para Curitiba. Dependendo de como se posicionar no atual pleito, com a chance de disputar para a Câmara Federal, o que não está ainda definido, trata-se de enveredar por um debate político e de soberania, ele reflete.


“Me interessam as pautas nacionais, caso da defesa da soberania, estudei no curso de Direito o artigo 142 da Constituição (sobre o papel das Forças Armadas). Em especial, a pauta do petróleo dialoga muito com a soberania”, aponta.


Nessa entrevista com a reportagem da Vigília Comunica, Gerolane chega à constatação da necessidade dos chamados debates políticos amplos, ao mesmo tempo em que a esquerda precisa dar respostas para os problemas concretos do povo, o que passa também pela segurança pública, área que normalmente apresenta uma lacuna de propostas do campo popular.


“Sou de uma geração que cresceu observando as administrações petistas e experiências que deram certo, caso do orçamento participativo, o que era um traço do programa petista para as cidades. O partido passa a ter a discussão mais nacionalizada. Hoje, há uma dificuldade de apresentar programa municipal, ajudar a formular para a cidade, o que é um desafio interessante”, reflete.


Uma construção coletiva


Sua participação na organização de projetos do atual governo, sobretudo voltado aos trabalhadores carrinheiros, é vista pelo militante como uma “Tarefa que foi dada ao nosso campo politico pelo presidente Lula. Tem sido muito interessante, investir nas cooperativas, a partir de ferramentas como Petrobras e bancos públicos, editais e ministérios, temos tentado desenvolver, navegando nesse mar para incentivar e assessorar quem tem dificuldades de acessar esses recursos”, aponta.


Ao final, Gerolane reafirma que uma eventual candidatura sua seria expressão de um grupo político, de uma definição política coletiva. Gerolane integra a corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB) e ajuda na construção da juventude ParaTodos, entre outras articulações.


“Uma tarefa coletiva, com lutadores de diversas pautas, um deles é definido para dar o rosto, uma das tarefas é carregar todas essas lutas, a partir da construção de grupos. O resultado que entregamos numa candidatura é menos as minhas pautas e mais um reflexo desse grupo todo”, finaliza.


“Sou de uma geração que cresceu observando as administrações petistas e experiências que deram certo", afirma. /Foto: Giovana Pasqualin
“Sou de uma geração que cresceu observando as administrações petistas e experiências que deram certo", afirma. /Foto: Giovana Pasqualin



Comentários


bottom of page