TSE freia campanha de Deltan Dallagnol ao senado
da Redação Vigília Comunica

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral - TSE - , reafirmou o entendimento estabelecido pela jurisprudência da Corte sobre a inelegibilidade do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol decorrente do seu enquadramento na Lei da Ficha Limpa. A decisão cautelar suspende atos de campanha e repasses até que o mérito seja apreciado pelo plenário. A medida repercutiu de imediato no cenário político paranaense, sobretudo entre dirigentes e quadros do Partido dos Trabalhadores (PT).
O presidente estadual do PT-PR e deputado estadual, Arilson Chiorato, avaliou a decisão como o restabelecimento da coerência jurídica. Chiorato relembrou o histórico do julgamento que cassou o mandato de Dallagnol em 2023 por unanimidade, 7 a 0, e classificou as tentativas do ex-deputado de insistir na disputa como um drible às regras eleitorais. "Lembrando que em 2022 ele venceu no TRE e perdeu no TSE por 7 a 0. A tendência sempre foi o cumprimento da lei e a preservação do precedente que reconheceu a fraude", sustentou o parlamentar ao criticar o que chamou de esforço para tumultuar o processo eleitoral.
Na mesma linha, o ex-deputado federal e dirigente petista Dr. Rosinha, também candidato ao Senado, apontou que a Justiça Eleitoral apenas fecha as portas para manobras administrativas. Segundo Rosinha, o pedido de exoneração do Ministério Público durante a tramitação de 15 procedimentos administrativos preliminares constituiu burla direta à Lei da Ficha Limpa, ressaltando que nenhum agente público pode se colocar acima do ordenamento jurídico ou do devido processo legal.
Em nota à imprensa, a deputada federal e candidata ao Senado Gleisi Hoffmann afirmou que ninguém está acima da lei. "Deltan é ficha suja e não está apto a concorrer a uma vaga ao Senado."
Enquanto a defesa de Dallagnol afirma que recorrerá para levar o caso ao colegiado e manter a mobilização, a Federação Brasil da Esperança sustenta que a preservação dos precedentes de cortes superiores é indispensável para assegurar a lisura do pleito.
(Com informações do PT-PR e Metrópoles)





Comentários