Uma seleção que dá gosto torcer: a de vôlei feminino do Brasil
- Vigília Comunica

- há 1 dia
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Time acaba de conquistar mais uma medalha: a de prata, na Liga das Nações. Próximo compromisso é o Sul-Americano, em setembro, que vale vaga para as Olimpíadas de 2028
por Wagner de Alcântara Aragão*, especial para a Vigília Comunica

A seleção brasileira de vôlei feminino desembarca no Aeroporto Internacional de Guarulhos nesta terça-feira, 28 de julho, trazendo de Macau, China, mais uma conquista na bagagem: a prata na Liga das Nações.
O time terá um breve e descanso, e logo volta aos treinamentos para disputar em setembro (dias 5 a 8, no Rio de Janeiro) o Campeonato Sul-Americano, que vale vaga para a Olimpíada Los Angeles 2028.
Há mais de 30 anos, quando em 1994 foi vice-campeã mundial e, em 1996, obteve a primeira medalha olímpica (bronze em Atlanta), a seleção figura entre as potências da modalidade e tem dado orgulho, muito orgulho, ao público.
Mesmo quando acontece de a vitória não vir, dá gosto de torcer pelas meninas de nosso vôlei. Comprometimento, entrega, superação, luta até o fim, eficiência e técnica acurada são marcas do time, em sucessivas gerações. Inclusive na atual, caracterizada pelo ingresso de novos talentos, em substituição a nomes já consagrados.
A campanha na Liga das Nações (também chamada de VNL, na sigla em inglês) ilustra esse conjunto de atributos. Em 15 jogos, foram 11 vitórias e apenas quatro derrotas. Isso mesmo com a equipe desfalcada de sua grande estrela, a ponteira Gabi, uma das melhores do mundo na atualidade, e tendo duas baixas significativas no decorrer do torneio: a central Júlia Kudiess, que sofreu contusão no joelho esquerdo, e a oposta Tainara, com lesão no joelho direito.
Entre os feitos, já sem Júlia e Tainara (além da ausência de Gabi), esteve a vitória sobre o Japão, nas quartas de final, e ter eliminado a toda poderosa Itália, na semifinal, por 3 a 2. Com isso, pela quinta vez consecutiva, o Brasil disputou uma final da VNL – perdendo, desta vez, para Turquia, no último domingo, 26 de julho, por 3 a 1.
Quase lá
Por sinal, derrotas na disputa pelo ouro têm sido recorrentes nos últimos anos. Foi assim na final da Olimpíada de Tóquio (2021), quando o Brasil foi superado pelos Estados Unidos, e no Campeonato Mundial de 2022 (perdeu para a Sérvia). Na própria Liga das Nações, foram cinco finais, e cinco vices: pratas em 2019, 2021, 2022, 2025, e a de agora em 2026.
Os resultados negativos em finais estão longe de representar insucesso da seleção. Pelo contrário. Até porque, para chegar à disputa do ouro, as atletas têm apresentado desempenhos memoráveis, superando forças das mais diversas escolas da modalidade. Exceto por uma pequena, ainda que barulhenta, parcela de corneteiros de redes sociais, os fãs de vôlei e as próprias jogadoras manifestam reconhecimento dos méritos do time.
Desde os anos 1990, o vôlei feminino brasileiro acumula seis medalhas (duas de ouro, uma de prata e duas de bronze); cinco medalhas (quatro pratas e um bronze) em Campeonato Mundial; outras cinco em Copa dos Campeões (duas de ouro, duas de prata, e uma de bronze); quatro em Copa do Mundo (três de prata e uma de bronze); as cinco pratas da Liga das Nações; e 19 medalhas no Grand Prix (antecessor da VNL), sendo 12 de ouro, cinco de prata e duas de bronze.
*Wagner de Alcântara Aragão é jornalista e professor. Mantém a Rede Macuco (www.redemacuco.com.br).

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