Ato em Brasília reforça luta por redução de jornada
- lazzarimlouize
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Centrais sindicais levam centenas de trabalhadores ao Eixão do Lazer, defendem redução da jornada, direitos trabalhistas e homenageiam liderança histórica do movimento sindical
Por Adi Spezia

No Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, 1º de maio, centenas de trabalhadoras e trabalhadores ocuparam o Eixão do Lazer, na altura da 106 Sul, em Brasília (DF), neste sábado. Convocado pela CUT e outras centrais sindicais, o ato político-cultural contou com falas políticas, apresentações musicais, além de estrutura com food trucks, expositores locais e brinquedos infláveis para as crianças.
Entre as pautas comuns estão a redução da jornada e o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, o direito à negociação para os servidores públicos e a defesa da regulamentação do trabalho em aplicativos. “Essas demandas têm o objetivo de construir um país mais justo e igualitário, e as centrais sindicais assumem um importante papel ao estarem juntas nessa construção. Vamos conquistar o Brasil que tanto desejamos”, destaca o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
O ato político-cultural organizado pelas centrais sindicais no DF também apresentou pré-candidatos que representam a luta dos trabalhadores na capital federal. Estiveram presentes partidos políticos, sindicatos, movimentos estudantis e populares.
“Este é um dia de luta, um dia construído pelos trabalhadores organizados e de referência às nossas mobilizações. O ato demarca as principais pautas que mobilizam o movimento hoje; entre elas, a redução da jornada de trabalho, sendo o fim da escala 6x1 a mais destacada”, completa Rodrigues.
Ele também ressaltou o fortalecimento das negociações coletivas nos setores público e privado, o combate ao feminicídio e a necessidade de regulamentação do trabalho em plataformas. “É um ato que reafirma as pautas da classe trabalhadora e também um momento de confraternização entre a militância”, afirmou.
O histórico de luta da data foi lembrado pela deputada federal Erika Kokay, que relacionou a mobilização dos trabalhadores de Chicago, em 1886 — quando uma greve geral iniciada em 1º de maio deu origem ao Dia Internacional dos Trabalhadores — às atuais reivindicações pelo fim da jornada 6x1.
“O trabalho não pode estar associado ao assédio e ao sofrimento, mas deve ser um espaço onde seja possível libertar o ser humano dentro de nós”, afirmou a deputada. Ela também destacou que o ato defendeu, “em alto e bom som, a posição de não haver anistia para golpistas”, ao mencionar a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Durante o ato, os manifestantes também homenagearam o companheiro Daniel Machado Gaio, falecido na quinta-feira (30). Diversos sindicatos, organizações e cidadãos manifestaram pesar por meio de notas, discursos e redes sociais.
Sociólogo, ambientalista e trabalhador da Caixa Econômica Federal, ele se destacou como dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e como secretário nacional de Meio Ambiente da CUT. Segundo a CUT-DF, Daniel Gaio “construiu uma trajetória pautada pela coerência, pela consciência de classe e por sua capacidade de diálogo”. Seu legado permanece “nas lutas que compartilhou, nas ideias que defendeu e nos vínculos que cultivou ao longo da vida”, destacaram participantes do ato político-cultural em Brasília.












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