Carrinheiros do Ganchinho: queremos ficar e trabalhar!
- Pedro Carrano
- 8 de mai.
- 2 min de leitura
"Não temos condições de armazenar em outro lugar nossos materiais", dizem 31 trabalhadores
por Pedro Carrano

Lá no fim da rua Silvio Corazza, na periferia extrema de Curitiba, 31 coletores de material reciclável querem manter o seu local de trabalho em terreno municipal, onde eles deixam seus materiais há quatorze anos.
A área se chama Moradia Iguaçu 3, no bairro Ganchinho. Uma área de realocação de famílias que estão ali há cerca de 15 anos. Antes, vieram do Boqueirão. Agora, relatam pressão policial feita pela manhã e ameaça de despejo do lugar onde estão seus pertences e materiais de trabalho.
Jonathan Rafael de Almeida Prado, um dos trabalhadores e moradores mais ativos à frente do espaço, reconhece que há várias denúncias na região sobre o depósito de material, mas que o espaço é organizado e muitas vezes a própria Prefeitura não recolhe o lixo devidamente.
"Mostramos documento para a polícia ambiental. Foi feita denúncia devido ao entulho. Mas não temos uma caçamba para a Prefeitura recolher. Fica na enrolação. E os vizinhos se livram das coisas no nosso terreno", aponta.
Já Jenifer Cristina mora numa casa com seis pessoas há 14 anos na região, ao lado da família, com quem trabalha. "Estamos falando do nosso trabalho, queremos trabalhar e não temos condições de armazenar em outro lugar nossos materiais", defende.
Mais do que apenas ficar por ali, que é a exigência principal, as famílias querem montar uma associação de carrinheiros e exigir da Prefeitura a construção do espaço de um barracão para trabalhar os materiais. Nos próximos dias, mais protestos e um abaixo-assinado serão feitos.
A reportagem da Vigília Comunica está tentando contato com a Prefeitura , para verificar a posição oficial sobre a área.





Comentários