Comunidade organiza Festa Julina e exige direito à moradia
- Pedro Carrano
- 17 de jul.
- 2 min de leitura
"Vila União Fica" é o mote para 280 famílias no Tatuquara que buscam despejo zero e regularização
Por Pedro Carrano

No dia 25 de julho, ocorre a Festa Julina "Vila União fica", no bairro Tatuquara, no Centro Cultural e de Educação Popular (CEEP) da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).
O momento será de celebração, mas também de ato político lembrando que as 280 famílias dessa ocupação iniciada em 2021 têm todas as condições para seguir morando e regularizar o local.
A Vila União Surgiu em 13 de maio de 2021, quando, no auge da pandemia, famílias ocuparam um terreno diante da dificuldade de arcar com os altos aluguéis, do desemprego e da falta de acesso à moradia.
Desde sua formação, a comunidade se organizou por meio de assembleias, comissões de moradores e mutirões. Também desenvolveu iniciativas coletivas, como cozinha comunitária, campanhas de arrecadação de alimentos, atividades culturais e ações voltadas à educação.
Durante a pandemia, recebeu apoio de diversas organizações sociais e campanhas de solidariedade, em razão da situação de vulnerabilidade enfrentada pelos moradores. As lideranças locais e a comunidade foram das fundadoras da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), um dos principais movimentos de luta por moradia na cidade.
“A Vila União expressa organização e luta social na concretização do direito à moradia. Por isso, é importante que cada morador participe e contribua na busca de outros direitos básicos", explica Padre Parron, incentivador da organização social na Vila União.
A Vila União hoje é expressão do que a campanha nacional Despejo Zero defende: organização comunitária, criação de equipamentos e espaços coletivos em cada comunidade, tudo isso aliado à formação e à luta por moradia.
A ocupação conta hoje com parcerias com a UTFPR nos estudos sobre a regularização fundiária, além de parcerias e barracões das irmãs Vicentinas e da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).
Rose Amorim é uma das mais de dez integrantes da Comissão de Moradores da comunidade. Essa operária, educadora e vendedora informal afirma que cada atividade na comunidade é um passo na conquista de direitos:
"Apostamos na nossa organização. Nos reunimos toda semana com o movimento, fazemos atividades para as crianças e para a comunidade. Lutamos junto com outras áreas e também pelos nossos direitos que têm sido conquistados: coleta de lixo, vaga na creche, lombada pra proteger as crianças, material escolar. Agora, é a nossa moradia!", afirma, apontando o espírito com que a Festa Julina será organizada.





Comentários