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Comunidade organiza Festa Julina e exige direito à moradia

"Vila União Fica" é o mote para 280 famílias no Tatuquara que buscam despejo zero e regularização


Por Pedro Carrano


No dia 25 de julho, ocorre a Festa Julina "Vila União fica", no bairro Tatuquara, no Centro Cultural e de Educação Popular (CEEP) da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).


O momento será de celebração, mas também de ato político lembrando que as 280 famílias dessa ocupação iniciada em 2021 têm todas as condições para seguir morando e regularizar o local.


A Vila União Surgiu em 13 de maio de 2021, quando, no auge da pandemia, famílias ocuparam um terreno diante da dificuldade de arcar com os altos aluguéis, do desemprego e da falta de acesso à moradia.


Desde sua formação, a comunidade se organizou por meio de assembleias, comissões de moradores e mutirões. Também desenvolveu iniciativas coletivas, como cozinha comunitária, campanhas de arrecadação de alimentos, atividades culturais e ações voltadas à educação.


Durante a pandemia, recebeu apoio de diversas organizações sociais e campanhas de solidariedade, em razão da situação de vulnerabilidade enfrentada pelos moradores. As lideranças locais e a comunidade foram das fundadoras da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), um dos principais movimentos de luta por moradia na cidade.

“A Vila União expressa organização e luta social na concretização do direito à moradia. Por isso, é importante que cada morador participe e contribua na busca de outros direitos básicos", explica Padre Parron, incentivador da organização social na Vila União.

A Vila União hoje é expressão do que a campanha nacional Despejo Zero defende: organização comunitária, criação de equipamentos e espaços coletivos em cada comunidade, tudo isso aliado à formação e à luta por moradia.


A ocupação conta hoje com parcerias com a UTFPR nos estudos sobre a regularização fundiária, além de parcerias e barracões das irmãs Vicentinas e da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).


Rose Amorim é uma das mais de dez integrantes da Comissão de Moradores da comunidade. Essa operária, educadora e vendedora informal afirma que cada atividade na comunidade é um passo na conquista de direitos:


"Apostamos na nossa organização. Nos reunimos toda semana com o movimento, fazemos atividades para as crianças e para a comunidade. Lutamos junto com outras áreas e também pelos nossos direitos que têm sido conquistados: coleta de lixo, vaga na creche, lombada pra proteger as crianças, material escolar. Agora, é a nossa moradia!", afirma, apontando o espírito com que a Festa Julina será organizada.


"Nos reunimos toda semana com o movimento, fazemos atividades para as crianças e para a comunidade", afirma Rose Amorim. Foto: Giovana Pasqualin
"Nos reunimos toda semana com o movimento, fazemos atividades para as crianças e para a comunidade", afirma Rose Amorim. Foto: Giovana Pasqualin


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