Copel paga R$ 1,35 bi aos acionistas enquanto aumenta conta dos paranaenses
- Vigília Comunica

- há 2 dias
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“Sanepar pública” não distribui lucros de olho na necessidade de fazer investimentos
por Manolo Ramires

É sempre importante comparar os efeitos da privatização com empresas públicas.
E o paranaense está sentindo na pele as consequências da venda da Copel por Ratinho Junior (PSD). A empresa acabou de aumentar em 20% a tarifa cobrada dos cidadãos. Na outra ponta, em comunicado ao mercado, a Sanepar, cujo controle ainda pertence ao governo do estado, anunciou “Fato Relevante’ negando a distribuição de juros aos seus acionistas privados.
No caso da Copel, há que se destacar a “mentira” que foi a criação da ‘golden share’ para vender a companhia. Essa classe de ação, segundo o governador, seria usada justamente para exercer um certo controle e evitar abusos.
Está no artigo 3 da lei 21.272/2022, que privatizou a Copel “Criar ação preferencial de classe especial, de propriedade exclusiva do Estado do Paraná que conferirá o poder de veto nas deliberações da assembleia geral a partir deste ciclo tarifário”.
Ou seja, Ratinho poderia agir para vetar o aumento, mas não o fez porque atende a interesses do mercado.
No outro lado, a partir de manifestação da Agepar, a Sanepar decidiu distribuir os juros do lucro. O comunicado ao mercado é direto: “A Agepar estabeleceu a destinação de 100% dos recursos oriundos do precatório em favor da modicidade tarifária, conforme detalhado no Fato Relevante de 23/06/2026”.
Ou seja, houve uma escolha de acordo com o interesse público. Ainda mais com desabastecimento de água em alguns municípios do estado. Já a Copel, por outro lado, decide aumentar a tarifa mesmo com as quedas constantes de energia.
É bom destacar também que a Copel, que aumentou em 20% a tarifa dos consumidores, no primeiro trimestre deste ano, teve lucro bruto de R$ 1,7 bilhão, sendo 16,7% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Ah, outro detalhe “bobo”. Amanhã (30), a Copel realiza o pagamento de dividendos. É apenas R$ 1,35 bilhão referente aos dividendos anunciados em dez/25.




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