Dez movimentos de moradia entregam pauta a candidaturas
- Pedro Carrano
- há 4 dias
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A carta compromisso inicia reconhecendo o papel que a organização popular cumpriu no período de crise da Covid-19
por Redação Vigília

Dez movimentos populares do campo e, sobretudo, urbanos, apresentam carta compromisso e pauta pela moradia digna para parlamentares e pré-candidaturas do Partido dos Trabalhadores (PT) no sábado pela manhã (23), no Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC).
Organizado pelo setorial de moradia do partido, mas com convocatória mais ampla e estadual, o encontro tem a compreensão da importância de unificar uma agenda mínima entre vários movimentos. E entregá-la para uma das principais, senão a principal, legenda da esquerda no Paraná.
A carta compromisso inicia reconhecendo o papel que a organização popular cumpriu no período de crise da Covid-19 e o protagonismo da campanha Despejo Zero - no Brasil e, em especial, no Paraná, desde 2020.
Com isso, movimentos como Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), Movimento Popular por Moradia (MPM), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento Sem Terra (MST), Núcleo Periférico, Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento de Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento Popular de Luta (MPL), e Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) assinam um texto que exige despejo zero, mais investimentos em habitação, acesso aos programas do governo federal de construção de unidades habitacionais, regularização fundiária, entre outros pontos.
Consciência e unidade
"A expectativa é de que sirva para indicativo de construção de mobilização ainda maior esse ano principalmente por meio da Campanha Despejo Zero, que tem alcance estadual. Esse encontro tem um alvo específico, está sendo organizado via setorial de moradia do Partido dos Trabalhadores, os movimentos sociais estão construindo essa agenda, nossos movimentos vêm buscar diálogo e trazer alguns nomes de parlamentares que já carregam a pauta da moradia e já tem olhar para a moradia no estado. O encontro quer reforçar esse laço", explica Julian de Pol, da coordenação do MPM.
"Temos que unir forças numa agenda comum, não há outro caminho. Nossas lutas e comunidades precisam se fortalecer porque os desafios e os inimigos do povo têm força. As dez organizações populares estão de parabéns, e temos que seguir aprofundando nosso trabalho de base, lutas, estudo e enraizamento no seio do povo", afirma Juliana Santos, da coordenação do FORT.





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