Economia Solidária demanda circuitos para comercialização
- Pedro Carrano
- há 6 horas
- 2 min de leitura
Debate na Superintendência Regional do Trabalho no Paraná pautou desafios desse segmento
por Pedro Carrano

Em debate na Superintendência Regional do Trabalho no Paraná pautou, na manhã de hoje (14), os desafios sobre a construção da Economia Popular e Solidária. Uma forma alternativa de economia? Um exercício organizativo dos trabalhadores? Uma forma de geração de renda para o povo brasileiro?
Em meio a trabalhadoras de cozinhas solidárias, coletores de material reciclável, feirantes de produtos próprios, migrantes organizando sua produção em áreas de ocupação do Tatuquara, foi feito um debate que colocou os desafios em torno da sustentação financeira e articulação desse segmento.
Os números oscilam sobre o número de empreendimentos de economia solidária em todo o país. Do Cadastro Nacional de Economia Solidária (CADSOL) ao Atlas da Economia Solidária, calcula-se entre 15 a 20 mil empreendimentos.
“Precisamos unir o crédito, o investimento, a comercialização e o consumo. Não pode ficar cada coisa para um lado. A produção no campo, por exemplo, tem que escoar”, afirma Euclides Mance, um dos participantes do debate, quem defende a necessidade de fortalecimento dos chamados “circuitos econômicos” de maneira a que os empreendimentos não fiquem isolados ou mesmo sem mercado para escoar os produtos.
Complementa que a economia solidária não pode servir para a reprodução do Capital. Ao contrário, de acordo com ele, ela deve romper essa lógica:
“A economia do Capital para nós não serve, as pessoas e o ser humano vêm em primeiro lugar”, afirma.
Políticas Públicas
Já Antônio Silvestre, economista, militante do coletivo Marmitas da Terra, com experiência em assessoria a prefeituras sobre o tema, esteve recentemente conhecendo empreendimentos de economia solidária em Madrid, Espanha.
Para o especialista, o gargalo hoje desse segmento solidário é a comercialização. Silvestre acredita que é necessário o fortalecimento do investimento público nesse sentido:
“É preciso um programa estadual e municipal de economia solidária, não basta apenas o Conselho Municipal de Economia Solidária”, questiona.
Voz das mulheres das periferias
Elessandra Barbosa é integrante da coordenação da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), coordena a cozinha comunitária da Vila Pantanal e preside a associação de moradores local.
A cozinha comunitária surgiu há três anos, no marco da organização popular, produzindo hoje cerca de 5 mil refeições por mês, com participação popular e trabalho voluntário, pelo menos três vezes por semana.
A cozinha é financiada pela igreja progressista, os missionários Redentoristas, pelo movimento popular e conta com acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do governo Lula. No entanto, os desafios são gigantescos, no que se refere a pagar o trabalho de forma justa das cozinheiras.
“A economia solidária nasce da necessidade, todos temos filhos. O projeto Paul Singer – ajudar o povo a encontrar o caminho, a gente conhece, sabe o caminho, mas não sabe onde vender, tem essa dificuldade", afirma a liderança.
Programa Paul Singer
Iniciativa do governo Lula incentiva agentes populares de Economia Solidária a atuar nos territórios e desenvolver iniciativas no marco da economia popular.





Comentários