top of page

Justiça afasta vereador Lorens Nogueira por 90 dias; Câmara aprova pedido de cassação

por Redação Vigília


A 7ª Vara Criminal de Curitiba determinou, nesta quinta-feira (13), o afastamento cautelar do vereador Lorens Nogueira (PP) do cargo por 90 dias. A medida foi solicitada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de “rachadinha”.


Foto: CMC
Foto: CMC

Durante o período de afastamento, Lorens também está proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com outras pessoas investigadas no caso e de frequentar as dependências da Câmara Municipal de Curitiba. O vereador foi denunciado pelo MPPR em junho pelo crime de concussão, que teria sido praticado cinco vezes.


Segundo a denúncia, Lorens teria exigido de uma servidora comissionada de seu gabinete o repasse mensal de R$ 5 mil. As cobranças teriam ocorrido entre novembro de 2025 e abril deste ano, sob a ameaça de demissão caso os pagamentos não fossem realizados. O crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, prevê pena de dois a 12 anos de reclusão, além de multa.


O Ministério Público pede que as penas referentes aos cinco crimes sejam somadas, além da perda do cargo público. Também solicita o pagamento de ao menos R$ 25 mil à servidora, como reparação pelos danos causados, e de R$ 50 mil por danos morais coletivos.


No mesmo dia em que a Justiça determinou o afastamento, a Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba aprovou, por unanimidade, o parecer que pede a cassação do mandato de Lorens. O relatório, elaborado pelo vereador Da Costa (Pode), foi acompanhado pelos demais integrantes da comissão, Serginho do Posto (PSD) e Meri Martins (Republicanos).


Para o relator, as provas reunidas no processo confirmam que o vereador teria condicionado a permanência da servidora no cargo à devolução de parte de seu salário. Da Costa também concluiu que Lorens teria utilizado sua posição como agente público para exigir os valores.

Comentários


bottom of page