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Metalúrgicos mantêm greve na Brose, após violência da PM contra dirigente

Os metalúrgicos da Brose, transnacional de autopeças situada em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, seguem em greve, iniciada no dia 28 de janeiro, em nome do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT-2026). A atividade principal da empresa é a fabricação de peças e acessórios para veículos automotores.


A empresa possui, de acordo com o sindicato, cerca de 130 operários e um

quadro administrativo grande. Ontem pela manhã (4), num episódio de atropelo ao Direito de Greve, o dirigente sindical "Nelsão da Força" foi agredido, imobilizado, sufocado pela PM de Ratinho Jr e detido durante o dia, o que gerou repúdio de diferentes setores da sociedade.


Amanhã (7) haverá reunião entre Ministério Público, sindicato e empresa para ver a possibilidade de cumprimento da pauta sindical.


Para a negociação, o cenário da empresa certamente não é tão duro quanto o dos operários. A própria Brose admite que 2024 havia sido um ano de queda no faturamento, no entanto 2025 um ano de lucratividade. “2025 é esperado retorno ao lucro, apesar da receita ligeiramente menor — um sinal de recuperação após medidas de reestruturação”, afirma site da empresa.


Nada justifica, no entanto, a repressão.


De acordo com o sindicato, os operários também enfrentaram, junto com os diretores sindicais, a repressão da Polícia Militar de Ratinho Jr, experiente que incluiu gás de pimenta contra os trabalhadores, que já tem sofrido com pressão e assédio.


“Uma ambulância precisou ser acionada para atender as pessoas que foram atingidas pelo agente inflamatório que causa cegueira temporária, dor, tosse e falta de ar”, descreve o sindicato.



PM foi extremamente truculenta e deteve o dirigente sindical Nelsão da Força
PM foi extremamente truculenta e deteve o dirigente sindical Nelsão da Força

Sem assembleia


A repressão da PM também foi marcada pelo impedimento da realização da assembleia do Sindicato na porta de fábrica.


Hoje, os trabalhadores da empresa recebem aproximadamente R$ 2.500,00, vale-mercado de 500 reais, sendo que a média é R$ 1300 de acordo com o sindicato, e não possuem Participação de Lucros e Resultados (PLR).


As reivindicações dos funcionários consistem em negociar correção salarial pelo INPC + 2,5% de aumento real, equiparar vale-mercado às empresas do seguimento, discutir jornada de trabalho e implantação de PLR, um benefício já tradicional na categoria.


O diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Ezequiel Romão, explicou que empresas do mesmo segmento, de autopeças, em São José, garantiram salários mais altos. “As autopeças da região estão pagando perto de R$ 3.400,00 para funcionários iniciais, enquanto a Brose só reajustou o salário para aproximadamente R$ 2.500,00. É um absurdo! As outras empresas pagam 1000 reais a mais”, afirmou, na mídia do sindicato.


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