Movimento popular argentino visita ocupações em Curitiba
- Pedro Carrano
- 12 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de mar.
Conversas em cozinhas comunitárias e centros culturais abordaram experiências no campo da economia solidária e de iniciativas comunitárias
por Pedro Carrano
Ontem (11), militantes argentinos do Movimiento de Trabajadores Excluídos (MTE) visitaram áreas de ocupação em Curitiba para trocar experiências, principalmente de organização popular, além de iniciativas no campo da economia solidária e de ações comunitárias.

Acompanhadas pelo Marmitas da Terra/Mãos Solidárias, as dirigentes do movimento popular argentino visitaram cozinhas comunitárias, um barracão cooperativado de carrinheiros, o Novo Amanhecer, além de dois espaços de organização ligados à Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT) - a cozinha da associação de moradores Vila Pantanal e o centro cultural da ocupação Guaporé 2.
Natália Astegiano, coordenadora da mesa política regional, na cidade de Córdoba, ao lado de Rumina Padilla, coordenadora nacional da organização, sustenta que um dos objetivos do MTE, surgido ainda na grave crise argentina de 2001, sempre foi pressionar o Estado por direitos, ao mesmo tempo incentivando experiências organizativas populares, nas áreas de cozinhas comunitárias, construção e educação, por exemplo.
O movimento afirma que possui diversos espaços de produção de alimentos. Sua dimensão projetou, por exemplo, nas eleições anteriores, a liderança Juan Grabois, que disputou as prévias da esquerda argentina nas últimas eleições presidenciais.
Rumina Padilla atesta que o movimento forma “educadores populares nos bairros periféricos” nos centros de educação que atendem as crianças das comunidades. Isso porque, de acordo com ela, não há políticas públicas consistentes no país vizinho para cuidado das crianças em prol das famílias trabalhadoras.
Aponta também que as condições de vida na Argentina tombaram com o governo ultraliberal e privatista de Javier Milei. Após as medidas de contenção fiscal e redução do investimento público, a taxa de pobreza na Argentina ultrapassou 50% da população em 2024, segundo estimativas de universidades e institutos estatísticos.





Comentários