Movimento se organiza contra cobranças abusivas em condomínios
Ativistas identificam possível abusividade nos processos de cobrança de cotas condominiais, muitas vezes executadas por CNPJs de empresas
por Pedro Carrano

Em reunião quinta-feira (1), realizada no Ministério Público do Paraná, com a promotora de Direito do Consumidor, Laís Letchacovski, uma nova articulação de ativistas se propõe a questionar cobranças abusivas e execuções de despejos a partir de dívidas de condomínio.
Eles identificam possível abusividade nos processos de cobrança de cotas condominiais, muitas vezes executadas por CNPJs de empresas, descritas também como empresas de cobranças símples, mesmo que a dívida já esteja quitada com o condomínio. Essa situação tem levado à perda de imóveis por parte de famílias. Em muitos casos, afirmam os organizadores do movimento, os condôminos desconhecem tal situação.
Participaram da reunião o mandato da vereadora Vanda de Assis (PT), a União de Moradia Popular (UMP), a Frente de Lutas, o Conselho de Direitos Humanos (Coped) e a Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT). A convocatória foi feita por Max Goldmann, um dos criadores do movimento, que aponta, para a reportagem da Vigília Comunica:
"Recebemos denúncias e percebemos que empresas com prática de se colocar como simples empresas de cobrança de condomínio, mas que na verdade elas compram os créditos desses condomínios e as pessoas acabam devendo para essas empresas. Percebemos que em muitos casos pessoas já perderam os seus imóveis, seu único bem de família", afirma Max Goldmann.
As organizações identificaram a necessidade de um mapeamento, tanto das famílias atingidas por essa situação, como das empresas e CNPJs que têm atuado como garantidores da cobrança.
"Muito embora constem no balanço dos condomínios que as cotas estão quitadas, porque alguém quitou, o próprio condomínio tem sido um polo ativo na cobrança dessas cotas condominiais, muito embora seus balancetes estejam quitados. Há uma prática que não é correta, que não é adequada e resulta na perda de um bem por uma pessoa", afirma Golmann, citando que pretendem reunir também as famílias afetadas por essa situação.





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