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Parada da Diversidade: 25 anos de orgulho e luta!

há 2 dias
3 min de leitura

O rumo das ruas às urnas na voz de Clau Lopes

Professor Clau Lopes
Professor Clau Lopes

A Praça Santos Andrade se prepara para receber, em sua 25ª edição, um dos marcos mais importantes da mobilização política e cultural de Curitiba: a Parada LGBTQIAPN+ que ergue o lema "Das Ruas às Urnas" para reafirmar que a celebração da diversidade caminha lado a lado com a exigência por direitos e representatividade, neste domingo 27, com início às 12h.


Para falar sobre os desafios frente ao avanço autoritário, a memória de um quarto de século de movimento e a urgência de ocupar os espaços de decisão, a Vigília Comunica conversou com o dirigente sindical, um dos coordenadores da Parada, professor Clau Lopes.


Vigília Comunica: - O tema deste ano é "Das Ruas às Urnas: LGBTQIAPN+ pela Democracia". Como a Parada pretende traduzir essa mensagem em ação política concreta, especialmente em um ano eleitoral?


Professor Clau Lopes: - Quando falamos “Das Ruas às Urnas”, falamos de participação. A Parada não é de partido ou candidatura. Ela é da população LGBTQIAPN+. Queremos incentivar nossa comunidade a conhecer propostas, cobrar compromissos, participar da política e ocupar os espaços de decisão. Afinal, direitos são conquistados com organização e luta. Das ruas às urnas é transformar nossa presença nas ruas em consciência e participação democrática.


VC - A Praça Santos Andrade foi escolhida como ponto de partida, um território histórico de mobilizações estudantis e populares. Qual o significado simbólico e estratégico dessa escolha para a 25ª edição?


CL - A Praça Santos Andrade tem um significado muito forte porque é um espaço histórico de mobilizações estudantis, populares e democráticas de Curitiba. Nesta 25ª edição, vamos ocupar esse território de forma muito especial, com um palco enorme e uma estrutura linda para receber nossa programação artística e cultural. Mas o palco também será espaço de voz, onde vamos falar de democracia, direitos humanos e diversidade. Queremos uma Parada bonita, alegre e, ao mesmo tempo, politicamente consciente.


VC - A convocatória afirma que "a democracia não é um presente, é uma conquista construída nas ruas". Diante do avanço de discursos autoritários e ataques aos direitos LGBTQIAPN+, quais são as principais ameaças que a comunidade enfrenta hoje no Brasil e no Paraná?


CL - Uma das grandes ameaças é a tentativa de transformar a população LGBTQIAPN+ em inimiga ou em ameaça. Isso alimenta preconceito, discriminação e violência. Enfrentamos LGBTfobia em diferentes espaços da sociedade, inclusive nas escolas, no trabalho e nos serviços públicos. Por isso, defender a democracia é defender o direito de cada pessoa existir, amar, estudar, trabalhar e viver com dignidade e sem medo.


VC - A Parada completa 25 anos em 2026. Como a organização avalia a evolução do movimento LGBTQIAPN+ em Curitiba nesse período, e quais conquistas e desafios ainda persistem?


CL - Chegar aos 25 anos é uma grande emoção e, principalmente, uma oportunidade de lembrar quem veio antes e construiu com essa história. Avançamos muito em visibilidade e direitos, mas ainda temos desafios enormes, como a violência, a LGBTfobia, a transfobia, a discriminação e a falta de representação nos espaços de poder. A Parada é memória, resistência e compromisso com as próximas gerações.


VC - Ocupar as ruas "ultrapassa o sentido de celebração" e se afirma como ato político e social. Como a organização pretende equilibrar a dimensão festiva da Parada com a urgência da pauta política e da defesa da democracia?


CL - Para nós, celebrar também é um ato político. Durante muito tempo disseram que nossos corpos deveriam ficar escondidos. Hoje ocupamos as ruas com música, arte, alegria e liberdade. A festa é resistência, mas a Parada também precisa provocar reflexão sobre democracia, direitos humanos e cidadania. Queremos que as pessoas venham para celebrar, mas também saiam daqui conscientes de que têm voz, direitos e precisam participar. A Parada termina na rua, mas a nossa luta continua todos os dias.


Serviço

25ª edição da Parada da Diversidade

Dia 27 - Praça Santos Andrade

Concentração a partir do meio-dia

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