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OPINIÃO I Greca de vice é mais um tiro no pé de Ratinho

“Tacada de mestre” pode virar uma sinuca de bico para Palácio do Iguaçu


Por Manoel Ramires


"Então, por que lhe tirar o protagonismo de Greca, sendo que poderia tê-lo como segunda via ainda no primeiro turno? Ratinho deu mais um tiro no pé". Foto: Ricardo-Marajo-Arquivo-SMCS
"Então, por que lhe tirar o protagonismo de Greca, sendo que poderia tê-lo como segunda via ainda no primeiro turno? Ratinho deu mais um tiro no pé". Foto: Ricardo-Marajo-Arquivo-SMCS

A candidatura de Rafael Greca era vista, nos bastidores da política paranaense, como a chance de ter um segundo turno no estado. Bem avaliado na capital, principal colégio eleitoral do estado, Greca tirava votos de Moro e era quem estava mais próximo de tomar a segunda posição de Requião Filho.


Por outro lado, pesquisas sérias mostram que votos de Greca migram muito mais para o filho do ex-governador do que para o aventureiro Sandro Alex, indicado por Ratinho Junior. Então, por que lhe tirar o protagonismo de Greca, sendo que poderia tê-lo como segunda via ainda no primeiro turno? Ratinho deu mais um tiro no pé.


A eleição paranaense tem dois dados e três fatos incontestáveis. Ratinho tem aprovação de 80% da população. Requião Filho tem 20% dos votos, que vem da esquerda e dos petistas. O voto de direita é majoritariamente bolsonarista (o que significa que Ratinho não domina seus eleitores).


Portanto, no tabuleiro eleitoral, o voto bolsonarista pertence a Sérgio Moro, d3n3-se (desculpe o palavrão) o que aconteça. Outra parte significativa é de eleitores de esquerda que não votam em Moro, tampouco em Sandro Alex.


Há, no entanto, um certo eleitorado que não quer Moro, nem Requião Filho. É o eleitor de Greca que foi traído por seu candidato. E esse eleitor, numa conta tola de Ratinho, não se sente seguro em votar em Sandro Alex apenas porque Greca é vice na chapa. Ou seja, não adianta empurrar goela abaixo.


Ratinho tinha opção de ter dois candidatos com potencial. Achou que 1 + 1 era dois. Mas, na política, as somas nunca são números exatos e a sua cartada acaba por reduzir as chances de um candidato apoiado por ele estar no segundo turno.




*Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor do texto. A Vigília Comunica se pauta pelo debate amplo e diverso de ideias.

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