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OPINIÃO I Reconhecer a importância da cultura nessas eleições

há 6 dias
2 min de leitura

Um Projeto Popular para o Brasil passa, sem dúvida, pela sensibilização da arte


por Pedro Carrano


Os circuitos oficiais, e mesmo os de esquerda, ainda têm grande dívida em levar suas expressões para os centros culturais periféricos. Foto: Pedro Carrano
Os circuitos oficiais, e mesmo os de esquerda, ainda têm grande dívida em levar suas expressões para os centros culturais periféricos. Foto: Pedro Carrano

Como sempre, a cultura desempenha um papel fundamental nessas eleições.


Seja o encontro do presidente Lula com os artistas no Rio de Janeiro, os “CarnaLula”, em Curitiba, as bicicletas do PedaLula, as ações do MST Paraná que têm envolvido muita gente e cumprido uma politização sensacional.


Mas não podemos contar com a cultura e seus trabalhadores apenas em época de eleições.


Está na hora de a esquerda, assim como fez em boa parte do século vinte, não ter uma relação apenas instrumental ou episódica com a cultura. O artista não é um apêndice ou anexo numa mobilização. Mas a construção permanente de vínculos entre os trabalhadores e as organizações populares.


Um Projeto Popular para o Brasil passa, sem dúvida, pela sensibilização da arte. Para isso, é preciso ainda mais políticas e investimentos na base, não só algumas apresentações como "contrapartida" de projetos.


E devemos também na pluralidade, num contexto nacional, democrático, popular: literatura, grafite, arte periférica, música, slams, hip hop, artes visuais, a perspectiva deve ser de diversidade de expressões, experimentações, diálogos e vasos comunicantes.


Por outro lado, criar as condições para aproximação da arte popular e das expressões progressistas é fundamental, como aconteceu no final de semana com o CarnaLula indo até o bairro Tatuquara, na periferia extrema de Curitiba. Vemos experiências importantes como a escola Rosa do Povo, criada a partir do do Movimento Popular por Moradia (MPM), que conduziu a marcha.


Os circuitos oficiais, e mesmo os de esquerda, ainda têm grande dívida em levar suas expressões para os centros culturais periféricos, como é o caso do nosso Centro Cultural de Educação Popular (CCEP), do FORT na Vila União.


É preciso a humildade do artista, sobretudo, em aprender com as expressões da periferia. E, como um todo, olharmos a importância das crianças, como nos ensina o trabalho incrível de organizações voltadas à arte-educação, caso do Instituto Confluir, que realizou recentemente uma Marcha muito bonita das crianças no bairro Uberaba, em Curitiba.


A cultura apresenta um papel decisivo nessa reta final pela eleição de Lula e derrota do neofascismo.


Vamos seguir juntos por mais e mais avanços, identificando corretamente o inimigo: as forças antipopulares, neofascistas, alinhadas com o imperialismo do governo Trump e avessas a um projeto nacional para o Brasil.

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