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Os principais motivos da greve dos professores municipais

por Pedro Carrano


De acordo com Diana Abreu, presidente do sindicato, a categoria sente-se sobrecarregada. Foto: Sismmac
De acordo com Diana Abreu, presidente do sindicato, a categoria sente-se sobrecarregada. Foto: Sismmac

A greve dos professores municipais de Curitiba está agendada para o dia 8 de abril deste ano. A exemplo do que ocorreu em 2023, tudo indica que a greve tende a mobilizar a categoria e repercutir na cidade.


Em assembleia realizada na sede da APP-Sindicato, ainda no dia 19 de março, com estimativa de presença de cerca de 1000 professores do magistério municipal, a greve foi aprovada com a pauta das condições de vida, contratação de professores e necessidade de crescimento na carreira.


De acordo com Diana Abreu, presidente da entidade, em conversa com a Vigília Comunica, há pelo menos 10 mil professores que precisam avançar no crescimento da carreira, bem como a necessidade de contratação de cerca de 1000 profissionais, via concurso.


De acordo com Abreu, não havia outro caminho neste momento que não a greve, uma vez que o quadro de professores sente-se desvalorizado e sobrecarregado.


Nesse sentido, a presidente do sindicato cita o crescimento vertical como uma das principais pautas, uma vez cerca de 10 mil professores não tem progressão na carreira há muito tempo.


"Há dez anos a Prefeitura não valoriza quem tem especialização, mestrado e doutorado. Não tem crescimento vertical há dez anos", critica Diana, enfatizando a necessidade da greve: “Não tínhamos saída”, afirma.


Sociedade


O movimento grevista tem buscado também apoio de movimentos populares, para contribuir na mobilização e no diálogo com a comunidade escolar.


“Então, essa pauta, que precisa contratar professor, é uma pauta da população. Não pode uma cidade como Curitiba não contratar professor. E, esse ano, nós temos mil pessoas, mil trabalhadores desempregados, esperando ser chamado no concurso público. E que a Prefeitura não chama”, afirma Abreu.

Sua fala aconteceu em assembleia de moradores realizada no bairro Tatuquara, defendendo que o apoio da população à greve é essencial. A greve inicia dia 8, mas desde já o sindicato está mobilizando as bases, terminais e locais de moradira para dialogar com a população.

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