top of page

Por que a esquerda não reconhece resultado eleitoral no Peru e na Colômbia?

por Pedro Carrano, com Opera Mundi e Telesur


Assim como ocorre noutros países do continente, no Peru e na Colômbia as eleições presidenciais foram acirradas, com disputa polarizada entre candidatura de esquerda e outra de extrema direita.

Nos dois casos, em ambos os países, a diferença de votos é baixíssima e as candidaturas de esquerda acusam fraude eleitoral.

No Peru, país que sofre uma crise institucional prolongada, que já derrubou oito presidentes em menos de dez anos, Keiko Fujimori, candidata da Força Popular, herdeira do ex-presidente neoliberal Alberto Fujimori, ampliou sua vantagem na disputa, segundo a apuração oficial divulgada na madrugada de quarta-feira (24/06). Ela conta com 50,11% dos votos válidos contra 49,88% de Roberto Sánchez, do Juntos Pelo Peru. Já não há possibilidade de ser ultrapassada.

Na terça-feira (23/06), a Justiça Eleitoral peruana rejeitou um pedido apresentado por Sánchez para anular milhares de votos de peruanos residentes no exterior, que majoritariamente favoreceram Keiko Fujimori. “Não reconheceremos o governo da Sra. Fujimori”, declarou Sánchez. Segundo ele, a Junta Nacional Eleitoral (JNE) teria alterado procedimentos durante o processo de votação no exterior. 

Colômbia e crise nas ruas

Já na Colômbia, as acusações parecem mais graves. Os resultados provisórios do segundo turno das eleições presidenciais mostram o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella com 49,66% dos votos apurados e Iván Cepeda, do Pacto Historico, o mesmo do atual presidente Gustavo Petro, com 48,70%.


No entanto, a campanha de Iván Cepeda apresentou 57.189 reclamações a partir de várias denúncias sobre irregularidades e fraude no processo eleitoral, mencionando compra de votos, falsificação de identidade, cédulas marcadas a favor do candidato conservador e várias ata de votação sem assinaturas de testemunhas eleitorais.

Mobilizações têm sido feitas nas principais cidades colombianas e, nos dois casos, no Peru e na Colômbia, a tendência é de que a crise política tenha apenas se aprofundado com as eleições.

Comentários


bottom of page