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A Celepar ainda pode ser vendida

Por Manuel Ramires


A suspensão do leilão da Celepar é apenas para inglês ver.


Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A companhia que concentra os dados dos paranaenses ainda pode ser vendida no dia 17 de março, como prevê o calendário na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. Só que para isso acontecer, o governador Ratinho Junior (PSD) corre contra o tempo.


Para reverter a suspensão, Ratinho conta com a votação favorável no pleno do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela está prevista para acontecer do dia 6 de março ao dia 13 e de maneira virtual. Caso os outros ministros não concordem com a liminar de Flávio Dino, a suspensão é derrubada e o Rato tem tempo de manter a data. Contra isso, os trabalhadores da Celepar e o PT trabalham.


O governador sentiu a pressão. Tanto que mentiu à imprensa ao dizer que é preciso vender a Celepar para não dar prejuízo. Mesmo discurso usado no caso Copel. Por outro lado, balanço da Celepar mostra faturamento acima de R$ 300 milhões em 2024. Isso sem mencionar os contratos bilionários fechados - adivinhem - antes da privatização.


Ratinho levou um baque. Ele encaminhou projeto de urgência para corrigir a falta de transparência da lei aprovada pela Alep que é alvo de ação do PT e do PSOL. Conta com a aprovação para liberar a venda no STF. Só que o deputado Arilson Chiorato (PT) pediu vistas do projeto. E sem a lei, Ratinho não pode “juntar nos autos” que os problemas apontados por Dino foram sanados.



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