70% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1
- Vigília Comunica

- 21 de mai.
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Atualizado: 22 de mai.
por Luis Lomba
O fim da escala de trabalho 6x1 é apoiado por sete entre dez brasileiros, aponta pesquisa Genial Quaest realizada entre 8 e 11 de maio. Só 22% são contrários à medida e 7% não ligam para isso. Relatório do deputado Léo Prates (Republicanos-BA) sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do tema diminui a jornada semanal de 44 horas para 40 horas, com dois dias de folga (escala 5x2) e sem corte de salário.

A pesquisa mostra que o fim da 6x1 desperta grande interesse entre os brasileiros - 43% acompanham de perto, 29% ouviram falar e 27% não têm acompanhado. Entre os que apoiam o presidente Lula (PT), 76% são favoráveis ao fim da escala 6x1, menos que entre a esquerda não lulista (88%) - na direita não bolsonarista o apoio é de 55%. O cansaço do trabalhador é tão grande, que mesmo em caso de corte de salário 60% dos entrevistados apoiam o fim da 6x1.
O esgotamento da escala 6x1 é atestado também pelo grupo Transforma, do departamento de Economia na Unicamp, que reconheceu o problema em nota divulgada em abril: “No Brasil, as longas jornadas de trabalho, somadas às horas destinadas a deslocamentos e tarefas domésticas, resultam em pouco tempo livre, afetando a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras. A alta taxa de rotatividade, especialmente nos setores de comércio e serviços, e o crescente número de afastamentos laborais por saúde mental dão a dimensão ao problema. Em especial, a escala 6x1 está associada a altos índices de insatisfação e pedidos de demissão”.
Com o título “O Brasil está pronto para trabalhar menos - A PEC da redução de jornada e o fim da escala 6x1”, a nota foi feita em parceria com o Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp e é assinada por Marilane Teixeira, Clara Saliba, Caroline Lima de Oliveira e Lilia Bombo Alsisi.
“Com os dados da PNADc, estima-se que 20% da população ocupada, ou 20,88 milhões de pessoas, estão em sobrejornada, trabalhando mais horas semanais do que o permitido por lei. Caso a PEC seja aprovada, pelo menos 37% dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros serão afetados pela mudança na legislação que limita a jornada de trabalho.
O maior contingente populacional a se beneficiar da mudança na lesgilação são os homens, em especial homens negros, que trabalham em média jornadas maiores e se encontram frequentemente em sobretrabalho. No entanto, é importante destacar que, para as mulheres, há também um benefício indireto, pois a redução nas jornadas de trabalho abre espaço para divisões mais igualitárias de atividades de cuidado e tarefas domésticas, o que pode reduzir o impacto deste trabalho, frequentemente não remunerado, em suas vidas”, afirma a nota.




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