Boulos debate fim da 6x1 com trabalhadores em Curitiba
- Vigília Comunica

- 8 de mai.
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Por Luis Lomba
Trabalhadores e trabalhadoras, parlamentares, dirigentes sindicais e militantes de movimentos populares se reuniram em torno do ministro Guilherme Boulos na noite de quinta feira (7) em Curitiba, para uma conversa sobre a importância de acabar já com a escala 6x1.

“O presidente Lula mandou para o Congresso um projeto de lei que deve ser votado em 45 dias na Câmara e 45 no Senado. Até 15 de julho tem que estar votado e na mesa do Lula para sanção. Se nesse prazo eles votarem a PEC sobre esse mesmo tema, será lindo e maravilhoso. O importante é acabar com a 6x1 sem redução de salário, com redução de jornada e sem transição”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil
A decisão de Lula de enviar ao Congresso projeto de lei acabando com a 6x1, mesmo havendo proposta de emenda constitucional sobre o tema na Câmara, visa a bloquear a estratégia da direita parlamentar de adiar a votação para depois da eleição, evitando a pressão popular pela aprovação. Com o PL tramitando, o Congresso deve obrigatoriamente concluir a votação em 90 dias.

Boulos classificou como “terrorismo econômico” a falsa argumentação de que o fim da escala 6x1 causaria desemprego e fechamento de empresas. “Economistas apontam que o impacto nas empresas é semelhante ao do aumento do salário mínimo. Nos últimos três anos nós tivemos aumento real do salário mínimo no Brasil. Alguma empresa fechou? Não, ao contrário, estamos com o menor índice de desemprego da série histórica no Brasil. Então, o nome disso, é terrorismo econômico”, analisou.
“É o mesmo terrorismo econômico que eles fizeram há quase 100 anos, quando não existia salário mínimo nem décimo terceiro, férias remuneradas, jornada de 8 horas diárias. Diziam que o Brasil ia quebrar, que o emprego ia acabar, que os empresários iam embora. E nada disso aconteceu e não vai acontecer de novo”, acrescentou Boulos.
O ministro lembrou que a última vez que o Brasil reduziu a jornada de trabalho foi há 38 anos, na Constituição de 1988, que reduziu a jornada semanal de 48 horas para 44 semanais. “Quase 40 anos depois, com essa pauta que veio da sociedade e que o Lula abraçou, nós temos uma oportunidade única de reduzir novamente a jornada de trabalho no Brasil, com dois dias de descanso por semana, 40 horas semanais no máximo, sem redução de salário”, disse.
O encontro aconteceu na sede da APP-Sindicato. Boulos veio a Curitiba participar do programa Governo do Brasil na Rua, uma feira de serviços que acontece nesta sexta-feira (8) das 9 às 17 horas no campus Rebouças da UFPR (Avenida Sete de Setembro 2.645). O objetivo é levar serviços públicos gratuitos diretamente às comunidades, ampliando o acesso a direitos e à cidadania. “São 11 ministérios. Vai estar lá no balcão o MEC, inscrevendo quem não está inscrito e tem direito ao Pé-de-Meia; vai estar lá o INSS, com médico fazendo perícia, entre vários outros serviços”, adianta Boulos.

Os visitantes da feira Governo do Brasil na Rua em Curitiba terão à disposição um conjunto de serviços públicos gratuitos e sem agendamento, com a oportunidade de sair do local com demandas plenamente atendidas. Entre os serviços mais procurados, estão perícias do INSS, vacinação para todas as idades, microchipagem de cães e gatos e atendimentos de saúde. Esta é a 16ª edição do Governo do Brasil na Rua, uma ação interministerial coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que reúne diversos órgãos federais e parceiros locais.






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