A extrema direita não está de brincadeira
Sinal vermelho
Editorial

Pela primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, um partido de extrema direita venceu uma eleição regional na Alemanha. Se isso não assusta você, nada mais assusta.
E não pense que isso é problema só de quem mora longe. O que está acontecendo na Europa é a mesma coisa que estamos vendo acontecer bem aqui, na nossa cara.
O plano deles é sempre igual: quando a vida do trabalhador fica difícil, as contas não fecham e os políticos de sempre não resolvem nada, a extrema direita aparece vendendo soluções fáceis e jogando a culpa nos outros. Eles pegam a raiva sincera do povo e transformam em voto.
Aqui no Brasil, muita gente achou que o perigo tinha passado só porque Jair Bolsonaro ficou inelegível. Grande erro. A família e os aliados continuam muito fortes. Figuras como Flávio Bolsonaro trabalham nos bastidores todo santo dia para manter essa turma armada politicamente, negociando poder e se preparando para voltar. O objetivo deles é fazer com que absurdos pareçam coisas normais do dia a dia.
Achar que a Justiça ou que os deputados de Brasília vão barrar esse avanço sozinhos é pura ilusão. Processo no tribunal ganha tempo, mas não resolve o problema. O que derrota extremista é comida mais barata, emprego decente, saúde funcionando e vida digna para quem rala todo dia.
Se quem governa não cuidar do básico da vida das pessoas, a extrema direita vai continuar crescendo em cima da revolta popular.
O aviso já foi dado, na Alemanha e aqui. Ou a gente acorda agora, ou depois não adianta reclamar do resultado.





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