EDITORIAL I Em toda a América Latina, nossa bandeira é a soberania!
- Pedro Carrano
- 10 de ago.
- 2 min de leitura
por Redação Vigília

As ações imperialistas do segundo governo Trump contra países como o Irã, a interferência e tentativa de submeter governos latino-americanos, tudo isso reacende a necessária bandeira da soberania nacional, da integração latino-americana, em voga no começo dos anos 2000, a partir do governo de Chávez, na Venezuela. Porém, hoje vemos Nuestra America mais dividida do que nunca.
O continente, no último período, viveu uma terceira onda conservadora, com a retomada do programa neoliberal ortodoxo, levada a cabo por governos de extrema direita, chamados também por alguns cientistas políticos de "neofascistas". São governos ligados ao Capital Financeiro internacional e, ademais, submissos ao governo Trump. Querem entregar nossos recursos naturais.
Esse processo, como observa o analista internacional Jose Antonio Egido, já está gestando resistências no seu bojo. Na Argentina, o governo Milei enfrenta resistências contra a lei de entrega de terras a estrangeiros.
No Chile, Peru e Colômbia, certamente as organizações populares devem se insurgir contra os atuais governos. Na Venezuela, o povo, temperado em 30 anos de organização popular, não deve aceitar as condições que Washington tem imposto ao país depois do sequestro de Maduro e Cilia Flores, no dia 3 de janeiro de 2026.
No Brasil, a eleição de outubro, a tentativa de quarto mandato de Lula, ganha caráter estratégico diante do cerco que Trump quer impor à América Latina. A derrota do neofascismo nas urnas, em outubro, é essencial, para frear essa nova tentativa de dominação no continente.
Tudo isso deve estar articulado com a solidariedade internacional ao cerco contra Cuba e Venezuela. Contra a criminalização produzida por Washington, sobre o falso pretexto de combate ao tráfico, é necessária a unidade e soberania a partir da classe trabalhadora e do povo.
A compreensão - de Mariátegui a Che Guevara - de que nossas fronteiras são ilusórias deve ser atualizada e colocada em prática.




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