A reprise do PowerPoint
- lazzarimlouize
- 23 de mar.
- 1 min de leitura
Por Lea Okseanberg
Parece que voltamos no tempo, mas o calendário não mente: estamos em 2026. A sensação do já visto é inevitável. Quando a GloboNews resgata o formato de PowerPoint para desenhar "conexões" no caso do Banco Master, não faz apenas jornalismo; tenta ressuscitar um fantasma que o Brasil conhece de sobra.

A tática é antiga e o alvo, o de sempre. Não é preciso ser analista para ler o que está nas entrelinhas: basta o Lula mostrar a que veio e ele não deixa por menos porque faz - que surgem esses infográficos coloridos tentando projetar sombras onde não há crime. É o uso de telões para converter mentira em denúncia e versão em verdade.
Dizer que a cobertura foi parcial é pouco. O que vimos foi uma tentativa de requentar a perseguição política, usando efeitos visuais para impressionar quem está em casa. Tentam repetir o roteiro de 2018, esquecendo que o público aprendeu a diferenciar fato de manipulação.
O plano segue o mesmo: usar o jornalismo para interditar a urna. Mas eles esquecem que, desta vez, o Brasil já conhece o truque e não aceita mais esse roteiro mal escrito. "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia", de Chico Buarque.




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