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Ministra diz que mulheres vão decidir eleições

Já Gleisi Hoffmann alerta para os riscos de uma vitória da extrema direita


Por Manoel Ramires


As eleições deste ano vão além de uma disputa entre a esquerda e a extrema direita.


Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

O principal enfrentamento é entre avanços sociais e qualidade de vida contra uma agenda conservadora, misógina e opressiva. E, neste embate, cabe justamente às mulheres decidirem os rumos do país.


Essa é a avaliação da ministra de Mulheres Márcia Lopes, que se reuniu virtualmente com 200 lideranças do Paraná nesta semana. Com ela, a ex-ministra e pré-candidata ao senado, Gleisi Hoffmann, disse que o bolsonarismo “abriu as portas do inferno” para os machistas e misóginos.


O país tem 158,6 milhões de pessoas aptas a votar em outubro, 52% deste público é composto por mulheres, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Paraná, esse índice sobe para 53%. É com elas que a ministra Márcia Lopes quer falar.


“São seis milhões de mulheres no Paraná. Nós precisamos muito olhar para essas mulheres. Ainda mais porque elas são muito sérias e comprometidas com o voto. É por elas que defendemos a paridade de mulheres no espaço de poder”, comenta a ministra.


Para a ministra, qualquer campanha política tem que colocar no centro do debate o feminicídio e a misoginia. “É duro ver a morte de mulheres apenas por serem mulheres. Isso me faz sofrer muito e lutamos diariamente para mudar essa realidade, contando com a consciência dos homens”, diz a ministra.


Para a deputada federal e ex-ministra Gleisi Hoffmann, as mulheres têm o papel fundamental de escolher o projeto de país para os próximos anos.


“Essa é a última eleição do presidente Lula. Mais do que isso, temos que enfrentar a extrema-direita e não permitir que eles retornem ao poder, pois o risco é enorme. Se eles voltarem, será um retrocesso para a classe trabalhadora, para a população. Para as mulheres, é o risco real de aumentar o feminicídio, a misoginia. A família Bolsonaro abriu as portas do inferno para que os machistas colocassem a cara para fora, incentivando o ódio, a violência, os ataques a nós”, diz Gleisi, que é pré-candidata ao Senado pelo Paraná.


De acordo com ela, o PT e as mulheres progressistas têm um projeto de desenvolvimento para o país. É por isso que já ganhamos cinco eleições e vamos reeleger Lula”. Esse projeto passa pela construção e consolidação de Comitês de Mulheres no Paraná.


“Lula ganhou a eleição com as mulheres e nós seremos decisivas novamente, pois são as mulheres as principais beneficiárias dos programas do governo”. Gleisi reforça o apoio total à pré-candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo do Estado e reivindica que ele assuma compromisso com as pautas das mulheres, dando verdadeiro protagonismo às pautas.

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