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Deputada quer limitar publicidade de bets no Paraná

Deputada estadual apresenta Projeto de Lei que proíbe publicidade de bets em espaços de domínio do Estado, bens públicos e eventos financiados


por Redação Vigília


"O Estado não pode utilizar seus próprios espaços e recursos para incentivar uma atividade que compromete a renda de milhares de pessoas". Foto: PT na Alep
"O Estado não pode utilizar seus próprios espaços e recursos para incentivar uma atividade que compromete a renda de milhares de pessoas". Foto: PT na Alep

A deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) protocolou, na segunda-feira (13), um projeto de lei que proíbe a publicidade de plataformas de apostas virtuais (bets) em bens públicos pertencentes ao Estado do Paraná e em eventos financiados, apoiados ou patrocinados pela Administração Pública Estadual.


Pelo texto, fica vedada a divulgação direta ou indireta de plataformas de apostas em prédios públicos, rodovias estaduais, veículos oficiais e demais espaços de domínio do Estado, incluindo locais cuja exploração publicitária tenha sido concedida à iniciativa privada.


A restrição também alcança marcas, logotipos, aplicativos, sites, promoções, bônus, slogans, mascotes e quaisquer outros elementos que identifiquem empresas do setor.


O projeto também proíbe a publicidade de bets em eventos esportivos, culturais, recreativos e de qualquer outra natureza que recebam financiamento, apoio ou patrocínio do Governo do Estado.


Segundo a deputada, o objetivo é impedir que o poder público contribua para ampliar a exposição de um mercado que tem provocado impactos crescentes sobre a saúde mental e o orçamento das famílias.


"As bets deixaram de ser apenas uma forma de entretenimento. Hoje elas representam um problema de saúde pública e de endividamento das famílias. O Estado não pode utilizar seus próprios espaços e recursos para incentivar uma atividade que compromete a renda de milhares de pessoas e alimenta o vício em jogos."

A proposta determina ainda que todos os contratos, concessões, permissões, autorizações e demais instrumentos relacionados à exploração publicitária firmados pela Administração Pública Estadual deverão observar a nova regra.


Em caso de descumprimento, poderão ser aplicadas advertência, retirada imediata da publicidade, multa e até cassação da autorização estadual de publicidade ou patrocínio.


Caso a lei seja aprovada, os responsáveis terão prazo de 30 dias para remover as publicidades já existentes.


Proteção da saúde pública


Na justificativa do projeto, a deputada afirma que a medida busca enfrentar os efeitos da superexposição à publicidade das plataformas de apostas, associada ao crescimento dos casos de ludopatia, ao endividamento das famílias e ao agravamento de problemas de saúde mental.


O texto também sustenta que o Estado possui competência constitucional para legislar sobre proteção da saúde, defesa do consumidor e proteção da infância e da juventude, além de estabelecer critérios para o uso de seus próprios bens e espaços públicos.


Após a leitura em plenário, o projeto segue para análise das comissões permanentes da Assembleia Legislativa antes de ser apreciado pelos deputados em votação.


A medida busca enfrentar os efeitos da superexposição à publicidade das plataformas de apostas. Foto: PT na Alep
A medida busca enfrentar os efeitos da superexposição à publicidade das plataformas de apostas. Foto: PT na Alep

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