Arilson vai pra cima de Moro após insinuação de fraude na eleição de 2022
- leaexcelencia
- 26 de mar.
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Por Luis Lomba
O presidente do PT no Paraná, deputado estadual Arilson Chiorato, reverberou nesta quinta-feira (26) iniciativa do deputado federal Lindbergh Farias, que na véspera protocolou notícia de fato ao STF pedindo que investigue declaração do senador Sérgio Moro (PL) de que a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022 teria sido ilegítima. “Olha, a gente recebe, mais uma vez, uma fake news irresponsável de um senador que tentou ser candidato por São Paulo e agora virou senador pelo Paraná. Ele critica e duvida da eleição de Lula, sendo que ele foi eleito na mesma eleição. O Sérgio Moro é um desserviço para a democracia com esse tipo de atitude. Lamentamos muito por ele ser paranaense”, disparou.

Foto: Dálie Felberg/Alep
As declarações de Moro, feitas na terça-feira (24) após a filiação dele ao PL, partido pelo qual vai disputar o governo do Paraná, deixaram Arilson indignado. “É uma falta de vergonha na cara, o que o Sérgio Moro tem feito. E nós vamos tomar todos os caminhos jurídicos para restabelecer a verdade e acabar com esse processo que visa a descredibilizar a nova vitória do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro, o mesmo que Moro tanto criticava pelo crime de rachadinha e falava que Jair tinha intervindo na Polícia Federal para safar o pilantra”, detona.
Outra parlamentar que ficou indignada com a fake news de Moro em ano eleitoral foi a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT). “Precisamos fortalecer a nossa democracia. Durante décadas, ninguém colocou em dúvida o resultado das eleições no Brasil. Nunca houve questionamento sobre as urnas eletrônicas, até aparecerem Bolsonaro e Moro com esse discurso irresponsável”, lamenta. “Quando é o Lula que vence, tentam desacreditar. Quando são eles, o sistema funciona perfeitamente? Quando o resultado não agrada, aí passam a questionar? Democracia se respeita, principalmente quando o resultado não é o que alguns gostariam”, pontua.
Lindbergh protocolou na quarta-feira (25) no Supremo Tribunal Federal notícia de fato para que seja analisada a conexão das declarações de Sergio Moro com o Inquérito 4.874, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A petição sustenta que a manifestação de Moro se insere na mesma engrenagem de desinformação que, nos últimos anos, tem atacado o TSE, as urnas eletrônicas e a legitimidade do voto popular, alimentando a erosão da confiança pública nas instituições democráticas.
O centro do argumento de Lindbergh é que o Brasil enfrentou recentemente a tentativa de golpe de Estado, que culminou com o episódio de 8 de janeiro de 2023 e seguiu num processo de golpe continuado, construído pela repetição organizada de mentiras, insinuações e suspeitas fraudulentas contra o processo eleitoral.
“Essa estratégia começou muito antes da invasão às sedes dos Poderes, preparou o ambiente de radicalização e segue operando sempre que agentes políticos voltam a insinuar, sem qualquer prova, que a eleição de 2022 foi ilegítima. Reabrir essa narrativa é manter viva a ofensiva antidemocrática contra a soberania popular”, registra o documento protocolado por Lindbergh.
Na petição, Lindbergh pede a oitiva da Procuradoria Geral da República, a análise de conexão com o Inquérito 4.874 e a extração de cópias ao TSE e à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia da AGU.
O deputado estadual Dr Antenor ressalta que afirmações irresponsáveis como a feita por Sérgio Moro são uma ameaça real à democracia e devem ser combatidas. "A iniciativa do Lindbergh é muito importante, porque a gente não pode tratar esse tipo de fala como algo normal. O Brasil já viu onde esse caminho leva. Antes do 8 de janeiro, teve toda uma construção de desconfiança nas urnas e nas eleições, sem prova nenhuma. Quando uma autoridade volta a levantar esse tipo de dúvida, não é algo inocente, isso alimenta um ambiente perigoso para a democracia. A gente precisa ter compromisso com a verdade, principalmente quem tem responsabilidade pública”, afirma.




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